Economia da AL deve ter contração de 1,3% em 2002, diz BID

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias, disse hoje que a economia latino-americana deverá sofrer uma contração de 1,3% neste ano. Para 2003, sua previsão é um crescimento de 3%. Durante conferência da Universidade Columbia, em Nova York, Iglesias ressalvou que um crescimento positivo da América Latina em 2003 dependerá de vários fatores de âmbito global, entre eles uma economia mundial mais robusta e uma recuperação nos EUA. Outro fator positivo, segundo ele, seria a melhoria dos preços das commodities, em especial os do petróleo. "O ciclo de preços baixos de commodities está encerrado, no momento", disse o presidente do BID. Para ele, outro fator-chave para o desempenho da economia da região será uma solução para a crise argentina. "A capacidade da Argentina de se recuperar é muito grande", disse Iglesias, para quem a economia daquele país poderá ser revivida "mais rapidamente do que se espera".Iglesias disse que o Brasil "vai gerir sua dívida da melhor maneira possível". Segundo ele, os mercados estão cautelosos quanto ao resultado da eleição presidencial brasileira e quanto à capacidade do País de pagar o serviço de sua dívida no médio prazo. "Um default do Brasil está fora de questão", disse o presidente do BID, notando que o País é um "caso especial", diferentemente da Argentina.Para ele, a América Latina tem quatro desafios pela frente: a consolidação da democracia, a redução das desigualdades sociais, o crescimento sustentável e a participação na economia internacional. Ele acrescentou que é importante que os países da região aumentem suas taxas de poupança e intensifiquem o comércio. A América Latina "continua a ser uma economia muito fechada", disse Iglesias, para quem a região deveria mover-se para uma integração mais profunda com os mercados da Europa.

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