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Economia da zona do euro se retrai pela 1a vez

A economia da zona do euro apresentouno segundo trimestre a primeira retração já vista, deprimidapela redução da atividade em suas maiores economias. O dado,divulgado nesta quinta-feira, aumenta o risco de uma recessãotécnica. O escritório de estatísticas da União Européia estimou quea economia dos 15 países que utilizam o euro se contraiu 0,2por cento frente ao primeiro trimestre e cresceu 1,5 por centona comparação ano a ano. Ambos os dados estão em linha com asexpectativas do mercado. O Eurostat informou que o declínio trimestral foi oprimeiro desde o início do acompanhamento dos dados da zona doeuro, em 1995. O segundo pior resultado foi a estagnação vistano segundo trimestre de 2003. A queda foi menor que a da segunda maior economia do mundo,o Japão, que encolheu 0,6 por cento entre abril e junho, maspior que o resultado dos Estados Unidos, que cresceu 0,5 porcento. "Há boa chance de que a economia já esteja em recessão, masmesmo que não esteja a perspectiva continua sendo decrescimento fraco nos próximos trimestres", disse StuartBennett, estrategista sênior de câmbio no Calyon. A desaceleração da atividade pelo menos ajudou a frear ainflação, segundo economistas. O Eurostat reduziu a estimativapara o avanço dos preços em julho de 4,1 para 4,0 por cento, nacomparação ano a ano. A Alemanha, maior economia da Europa, divulgou retraçãotrimestral de 0,5 por cento no Produto Interno Bruto (PIB)entre abril e junho. O dado foi melhor que a baixa de 0,8 porcento esperada por economistas. SURPRESA FRANCESA O PIB da França caiu 0,3 por cento na comparação trimestrea trimestre, ao invés de crescer 0,2 por cento como esperadopelo mercado. O ministro francês da Economia, ChristineLagarde, rejeitou as conversas de uma recessão no país, mas oseconomistas estão menos otimistas. A Itália, terceira maior economia da zona do euro, jáanunciou uma retração trimestral maior que a esperada, de 0,3por cento. "Uma recessão técnica na zona do euro é possível, porque háchance de que nós também tenhamos uma leve contração noterceiro trimestre", avaliou Christoph Weil, economista doCommerzbank. A recessão técnica é definida como dois trimestresconsecutivos de retração econômica. Economistas afirmam que o cenário de recessão na zona doeuro deve impedir o Banco Central Europeu (BCE) de aumentarfuturamente a taxa básica de juro, apesar de uma inflação maisde duas vezes superior à meta, que é de um patamar abaixo maspróximo de 2 por cento. "A questão é quando eles vão cortar a taxa de juros, mascom a inflação tão alta o BCE não pode cortar nos próximosmeses", acrescentou Weil. O BCE manteve a taxa em 4,25 por cento ao ano na últimadecisão.

JAN STRU, REUTERS

14 de agosto de 2008 | 11h26

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