Economia da zona do euro tem 1ª retração desde 1995

A contração foi liderada pelas maiores economias da região - Alemanha, França e Itália

Reuters,

14 de agosto de 2008 | 07h38

A contração do Produto Interno Bruto (PIB) na Europa confirma a expectativa de que a desaceleração iniciada nos Estados Unidos se espalhou pelas principais economias do globo. Depois do Japão, hoje foi a vez da zona do euro mostrar retração da atividade no segundo trimestre. A economia da zona do euro retraiu-se no segundo trimestre sobre os três primeiros meses do ano, marcando a primeira queda desde o início da série histórica em 1995, informou a agência de estatísticas Eurostat nesta quinta-feira, 14. O PIB caiu 0,2% contra o primeiro trimestre e cresceu 1,5% sobre o segundo trimestre de 2007. Ambos os dados ficaram em linha com a previsão de economistas ouvidos pela Reuters. A contração foi liderada pelas maiores economias da região - o PIB alemão caiu 0,5% na comparação trimestral, enquanto o da França e o da Itália recuaram 0,3%. O dado da Alemanha ficou melhor que o esperado, mas o da França foi contra as expectativas de alta. Os dados aumentam as chances de tendência de queda dos juros na região, até porque a inflação de julho foi revisada em baixa, em 4%, ante julho de 2007, de acordo com a Eurostat. A taxa de inflação ao consumidor (CPI) anunciada anteriormente era de 4,1%. Contudo, a inflação continua acima da meta do Banco Central Europeu de pouco abaixo de 2%. Em comparação a junho, os preços ao consumidor caíram 0,2%. O fato é que, diante dos números ruins na Europa e Ásia, o dólar volta a subir. Às 7h29 (de Brasília), o ganho era de 0,23% sobre a moeda japonesa, para 109,69 ienes. O euro tinha valorização modesta de 0,08%, a US$ 1,4909, enquanto a libra registrava alta de 0,22%, a US$ 1,87225. O petróleo, que chegou a superar US$ 117 nesta manhã, passou a caminhar para a estabilidade. O contrato do WTI cedia 0,13%, para US$ 115,85, no pregão eletrônico da Nymex, em Nova York. As bolsas da Europa mostram comportamento positivo. No mesmo horário, Londres (+1,17%) e Paris (+0,97%) tinham ganhos mais expressivos, enquanto Frankfurt ficava mais atrás, com alta de 0,41%. Espanha Na quarta-feira, 13, o Ministério da Economia da Espanha anunciou um pacote de reformas econômicas a serem implementadas entre este ano e 2010, com o objetivo de estimular o crescimento. As 24 medidas anunciadas incluem iniciativas para as áreas de moradia, transportes, energia e telecomunicações. Elas foram aprovadas em uma reunião da Comissão de Assuntos Econômicos e deverão ser sancionadas em uma reunião de emergência do gabinete de governo marcada para esta quinta-feira. O governo vai injetar 20 bilhões de euros em 2009 e em 2010 no alívio de devedores de hipotecas em dificuldades e no financiamento às pequenas e médias empresas, além das linhas habituais de crédito do Instituto de Crédito Oficial (ICO). O imposto sobre riqueza será eliminado. O governo espanhol já havia anunciado um plano de estímulo em abril, com reduções no Imposto de Renda para pessoas físicas, aumento do prazo para pagamento de hipotecas sem custo adicional para os mutuários e outras medidas. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.