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Dos 279 municípios que tinham a indústria de transformação como atividade principal em 2017, 219 estavam no Sudeste e Sul Marcos Santos/USP Imagens

Economia de 49,2% dos municípios do País dependia da administração pública em 2017

Nos Estados do Acre, Roraima, Amapá, Piauí e Paraíba, o porcentual de cidades dependentes das prefeituras superou 90%

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2019 | 14h45

RIO - Quase metade (49,2%) dos municípios brasileiros tinha como principal atividade econômica a administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social no ano de 2017. Os dados são da pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2017, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 13. 

Nos Estados do Acre, Roraima, Amapá, Piauí e Paraíba, o porcentual de municípios dependentes da administração pública superou 90%. Por outro lado, o Estado de São Paulo teve apenas 9,3% dos municípios com a economia dependente da administração pública.

Embora o setor tivesse elevada participação na economia dos municípios com menor geração de riqueza, especialmente em cidades das Regiões Norte e Nordeste, os três municípios com maior participação no valor adicionado bruto da administração pública foram Brasília (9,8% da geração de renda do setor), Rio de Janeiro (4,9%) e São Paulo (4,3%).

Dos 279 municípios que tinham a indústria de transformação como atividade principal em 2017, 219 estavam no Sudeste e Sul.

O Estado do Mato Grosso teve o maior porcentual de municípios dependentes da agricultura (35,5%), seguido por Rio Grande do Sul (32,4%) e Paraná (30,8%). Em 2017, cerca de um quarto do valor adicionado bruto da agropecuária teve origem em 165 municípios, sendo que 96 deles estavam no Sul e no Centro-Oeste, sustentados pela produção de soja, algodão e arroz. 

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Sete municípios detinham 25% do PIB em 2017; São Paulo era responsável por mais de 10%

Segundo o IBGE, naquele ano pouco mais de 1% das 5.570 cidades brasileiras gerava 50% da riqueza do País

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2019 | 14h45

RIO - Terminada a última recessão econômica, a riqueza ainda permanecia concentrada no País. Em 2017, sete municípios detinham cerca de 25% da economia brasileira, de acordo com o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios 2017, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 13. 

 

Os maiores geradores de riqueza naquele ano foram: São Paulo (com 10,6% do PIB brasileiro), Rio de Janeiro (5,1%), Brasília (3,7%), Belo Horizonte (1,4%), Curitiba (1,3%), Osasco/SP (1,2%) e Porto Alegre (1,1%). Juntos, esses municípios representavam 13,6% da população brasileira. 

Quando somados os 69 municípios brasileiros mais ricos em 2017, chegava-se praticamente à metade do PIB nacional. Ou seja, pouco mais de 1% dos 5.570 municípios brasileiros gerava 50% da riqueza do País. 

Por outro lado, os 1.324 municípios mais pobres responderam por apenas 1,0% do PIB nacional.

Se consideradas as concentrações urbanas, regiões com mais de 100 mil habitantes que reúnem uma ou mais cidades com alto grau de integração, apenas duas delas detinham, juntas, um quarto do PIB brasileiro: São Paulo (17,3%), que inclui o município de Osasco (SP); e Rio de Janeiro (7,7%).

As 10 maiores concentrações urbanas brasileiras eram responsáveis, juntas, por 43% do PIB: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas (SP), Salvador, Recife e Fortaleza.

A densidade econômica no País, que mede a produção de riqueza pela área, foi de R$ 774 mil por quilômetro quadrado em 2017. Sete entre os 10 municípios com as maiores densidades econômicas estavam na concentração urbana de São Paulo. O município de Osasco gerou o maior valor por quilômetro quadrado, R$ 1,199 bilhão, seguido por São Caetano do Sul (R$ 854,932 milhões por quilômetro quadrado) e Barueri (R$ 723,788 milhões por quilômetro quadrado). Em quarto lugar no ranking, o município de São Paulo rendeu R$ 459,722 milhões por quilômetro quadrado.

Na concentração urbana de São Paulo, o quilômetro quadrado produziu R$ 159,2 milhões, enquanto a concentração urbana do Rio de Janeiro, produziu R$ 83,769 milhões.

Petróleo puxa o maior PIB per capita 

Em 2017, o município de Paulínia (SP) registrou o maior PIB per capita do País: R$ 344.847,17, puxado pelo refino de petróleo. No mesmo ano, o PIB per capita brasileiro foi de R$ 31.702,25. No segundo lugar do ranking de maior PIB per capita ficou Triunfo (RS), com R$ 311.211,93, com destaque para a atividade petroquímica. Em terceiro, Louveira (SP), com R$ 300.639,40, graças ao comércio atacadista. 

Os demais destaques foram: Presidente Kennedy (ES), com R$ 292.397,08; São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), com R$ 289.925,44; Selvíria (MS), com R$ 271.094,70; São Francisco do Conde (BA), R$ 253.895,58; Extrema (MG), R$ 219.239,07; Vitória do Xingu (PA), R$ 209.799,94; e Jaguariúna (SP), R$ 209.320,86. 

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