Itaci Batista/Estadão
Itaci Batista/Estadão

Economia do Brasil encolheu 0,81% no 1º trimestre, calcula BC

IBC-Br, índice que mede a atividade econômica do País, registrou queda de 1,98% em relação ao primeiro trimestre de 2014, o pior desempenho desde o início da crise em 2009

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2015 | 08h34

BRASÍLIA - Depois de surpreender o mercado em fevereiro, quando subiu 0,36%, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB do País, caiu 1,07% em março. Com isso, no primeiro trimestre a atividade econômica se retraiu 0,81% em relação ao último trimestre de 2014.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2014, o resultado foi ainda pior: houve uma queda de 1,98%. Neste confronto, a atividade econômica registrou este ano o pior primeiro trimestre desde 2009, quando o mundo passava pelos reflexos da maior crise financeira global das últimas décadas. Sempre nos mesmos períodos de comparação, as taxas encontradas nos anos anteriores foram de +2,13% em 2014; +2,62% em 2013; +0,31% em 2012; +4,26% em 2011; +10,77% em 2010 e -3,89% em 2009. 

A crise foi deflagrada no segundo semestre de 2008, mas seus efeitos passaram a ser sentidos com mais força no início do ano seguinte. Até hoje, as economias do mundo todo tentam se readequar ao episódio. 

A queda de 0,81%em relação ao quarto trimestre de 2014 foi o pior resultado desde 2012, quando houve uma baixa de 1,45%. Em 2014, nessa mesma relação, foi encontrada uma alta de 0,53% e, em 2013, de 1,08%.

Segundo as estimativas dos economistas do mercado financeiro, o IBC-Br teria uma retração de 0,40% a 1% no primeiro trimestre de 2015 ante o quarto trimestre do ano passado. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2015 e o mesmo período de 2014, as previsões iam de -1,10% a -1,90%.

Vale lembrar, no entanto, que estas estimativas não levaram em conta o ajuste do indicador à nova metodologia das Contas Nacionais Trimestrais para o Produto Interno Bruto (PIB) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pelo Banco Central. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Sobre a queda de março, os dados do Banco Central mostraram que o IBC-Br ficou em 144,48 pontos, o menor nível desde novembro de 2012, quando estava em 143,93 pontos, na série com ajuste sazonal. Já no caso da série observada, o indicador registrou a marca de 149,59 pontos, a maior desde outubro do ano passado, quando estava em 150,45 pontos. 

Revisão. O BC revisou alguns dados do IBC-Br na série com ajuste. Em fevereiro, a taxa de 0,36% foi substituída pela de 0,59%. Em janeiro, a taxa de -0,11% foi revisada para -0,30%.

Em dezembro do ano passado, o resultado de -0,57% foi substituído por -0,77%. Em novembro, o dado de 0,10% passou a ser de -0,10%. Em outubro, mudou de uma queda de 0,29% para -0,39%. Em setembro, a elevação de 0,25% deu lugar a uma alta de 0,59%. Em agosto, o avanço de 0,12% foi alterado para 0,34%. A taxa de julho foi modificada de +1,48% para +1. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.