Economia do governo para pagar juros supera meta para 2007

Superávit primário em novembro é de R$ 6,817 bi, abaixo das estimativas; saldo no ano, porém, é maior que meta

Agência Estado e Reuters,

28 de dezembro de 2007 | 10h56

A economia feita pelo setor público brasileiro em novembro para o pagamento de juros ficou abaixo do estimado por analistas, mas o resultado acumulado no ano já supera a meta do governo para 2007.  Veja também:Dívida do governo cai para 42,6% do PIB, menor desde 1998 O superávit primário foi de R$ 6,817 bilhões em novembro, ante superávit de R$ 5,605 bilhões em igual mês do ano passado, informou o Banco Central nesta sexta-feira, 28. Analistas consultados pela Reuters esperavam um superávit de R$ 8,2 bilhões, de acordo com as projeções de 10 economistas. Mesmo vindo abaixo do piso das estimativas, o superávit de novembro foi o melhor resultado para o mês desde 2004, segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. No acumulado do ano, o resultado primário soma R$ 113,387 bilhões, frente a uma meta de R$ 95,9 bilhões. Além disso, o resultado é o melhor para o período desde o início da série histórica do BC, em 1991.  Em 12 meses encerrados em novembro, o superávit primário ficou em patamar equivalente a 4,22% do Produto Interno Bruto (PIB), maior que a meta estimada, de 3,8% no ano.  Em novembro, o governo central registrou um superávit primário de R$ 4,784 bilhões no mês passado. No período, os Estados e municípios fizeram um superávit de R$ 2 bilhões e as estatais, superávit de R$ 26 milhões.  Juros A economia do governo para o pagamento dos juros em novembro, porém, não foi suficiente. Os gastos com juros nominais do setor público consolidado somaram, no mês, R$ 12,056 bilhões, resultando em um déficit nominal de R$ 5,239 bilhões para o País.  De janeiro a novembro, o setor público apresentou déficit nominal de R$ 33,907 bilhões, o equivalente a 1,46% do PIB, com despesas de R$ 147,294 bilhões com juros.  No acumulado dos últimos doze meses encerrados em novembro, o déficit nominal foi de R$ 53,352 bilhões, correspondente a 2,10% do PIB. Até outubro, o déficit nominal em doze meses era de 2,17% do PIB.

Tudo o que sabemos sobre:
Superávit primário

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.