Economia do País cresce ao ritmo de 5% ao ano, diz Lula

Presidente enfatiza redução da pobreza e desigualdade social como 'o melhor' de sua política econômica

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

26 de maio de 2008 | 12h11

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, 26, no 20º Fórum Nacional, realizado na sede do BNDES, que "neste momento, nossa economia cresce ao ritmo de 5% ao ano". Ele lembrou que, no ano passado, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 5,4%.   Veja também: A medida do crescimento do País  Entenda a crise dos alimentos   Entenda a crise nos Estados Unidos   Cronologia da crise financeira    Lula considerou essencial o zelo pelas finanças públicas, mas enfatizou a redução da pobreza e da desigualdade como "o melhor" da sua política econômica. "Nossos olhos e ouvidos têm de estar abertos à população", disse.   O presidente criticou os que viam a política econômica do seu governo como continuidade do anterior e os que atribuíram as evoluções na economia brasileira ao ambiente internacional favorável no primeiro mandato. "Não há economia sustentável sem inclusão social. Não vale a pena governar se não for para reduzir pobreza e desigualdade", destacou.   Alimentos   Ele voltou a classificar como uma oportunidade para o Brasil, e não um risco o aumento do consumo de alimentos no mundo que está elevando o preço desses produtos. "Neste novo mundo, os mais pobres estão comendo o que antes não podiam comer", disse. "Há mais chineses, indianos, africanos, latino-americanos comendo. Isso não tem volta", declarou.   Para Lula, "pode estar aí o começo de um novo mundo nos trópicos". Ele lembrou que o Brasil é produtor de alimentos, e também ressaltou o etanol como combustível limpo e que não prejudica a oferta de alimentos.   De acordo com ele, o Brasil não teme o debate a esse respeito. Ele comentou que vai à Roma, na semana que vem, participar de evento do órgão das Nações Unidas para alimentação e agricultura, a FAO, "para falar sobre nossa experiência bem sucedida da produção simultânea de alimentos e de etanol".   Comércio   De acordo com Lula, está chegando ao fim o comércio global puxado apenas pelo mercado norte-americano. Ele destacou o aumento do peso dos países em desenvolvimento na economia mundial, e queixou-se da crise econômica iniciada nos Estados Unidos, que está afetando também a Europa.   "De tempos em tempos, bolhas especulativas teimam em estourar e atrapalham a vida dos países em desenvolvimento. Isso não é justo, é algo que não podemos aceitar", afirmou.   Segundo Lula, a crise dos Estados Unidos ainda pode vir a afetar o Brasil. Ele também queixou-se dos subsídios à agricultura e ao protecionismo nesse setor,praticados por Estados Unidos e União Européia, que considera principal obstáculo ao combate à fome mundial, e à inflação dos alimentos.   Lula anunciou ainda que o Brasil promoverá um grande evento sobre biocombustíveis, inflação dos alimentos e meio ambiente nos dias 20 e 21 de novembro em São Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
LulaPIB

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.