Economia do País encolhe pela primeira vez desde a crise

Índice de atividade calculado pelo BC registrou uma contração de 0,32% no 3º trimestre; em setembro, o IBC-Br cresceu apenas 0,02%

Fernando Nakagawa e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

17 de novembro de 2011 | 12h44

BRASÍLIA - O índice de atividade econômica do Banco Central ( IBC-Br) registrou no terceiro trimestre de 2011 uma contração de 0,32% na comparação com o segundo trimestre do ano.  Trata-se da primeira queda em bases trimestrais registrada pelo indicador desde o primeiro trimestre de 2009. Naquele período, o índice do BC havia caído 2,40% na comparação com os últimos três meses de 2008.

O indicador, que é considerado prévia do Produto Interno Bruto (PIB), já tem contração, portanto, comparável ao ritmo visto no início de 2009, quando a economia sentia fortemente o reflexo gerado pela quebra do Lehman Brothers em setembro de 2008.

No segundo trimestre de 2011, o índice já havia registrado o menor ritmo desde aquela época, mas ainda estava no campo positivo e havia apresentado expansão de 0,50% na comparação com os três primeiros meses do ano.

No fim de 2008 e início de 2009, com a economia em retração, o governo tomou uma série de medidas para incentivar a atividade e o índice do BC chegou a registrar expansão máxima trimestral de 3,07% no último trimestre de 2009 na comparação com o período de três meses anterior.

Já quando comparada à evolução da economia no terceiro trimestre de 2010, a atividade econômica medida pelo BC teve expansão de 2,19%.

Em setembro, o índice também teve leve expansão de 0,02% na comparação com agosto, na série com ajuste sazonal. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 17, pelo BC e mostra que o índice dessazonalizado oscilou de 142,11 pontos em agosto para 142,13 pontos em setembro. Economistas ouvidos pelo AE Projeções calculavam intervalo de -0,59% até +0,42%, com mediana de -0,05%.

Na comparação entre os meses de setembro de 2011 e 2010, o IBC-Br teve expansão de 1,45% na série com ajuste sazonal. Economistas ouvidos pelo AE Projeções calculavam intervalo para essa comparação de +1% a +3,67%, com mediana de +1,40%.

Texto atualizado às 15h01

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