Economia do País está estável, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a assegurar que a economia do País está estável, mesmo diante das oscilações do mercado internacional. "O Brasil tem consolidado sua macroeconomia e não temos de ter preocupação. Obviamente que temos sempre que ficar atentos", disse o presidente em rápida entrevista depois de participar da Conferência Nacional da Pessoa Idosa, em Brasília. Ele reclamou de especuladores do mercado."Não é possível que um cidadão fale uma coisa em off e isso vira um pandemônio nos mercados internacionais", disse Lula, numa referência a especuladores e analistas de mercado que recomendam cautela nos investimentos em países como o Brasil. Lula reclamou das pressões para a mudança no câmbio. "As pessoas reclamam. Uns querem câmbio a R$ 2,30 e outras a R$ 2,50, como se pudesse, num poder de mágica, o presidente do Banco Central ficar dizendo hoje: ´o dólar vai ser assim, amanhã vai ser assim´", disse. "Ele (o dólar) vai se ajustar num patamar que vai ser justo para todo o mundo", acrescentou. Lula voltou a afirmar que diferentemente de outras épocas, o Brasil não tem que "ficar temendo, por exemplo, o discurso do presidente do Banco Central americano". "Lulinha paz e amor"Muito mais a vontade para falar de sua possível candidatura, o presidente afirmou que poderá adotar novamente o slogan "Lulinha paz e amor", na campanha. "Da minha parte, vocês vão perceber, que se eu decidir ser candidato eu vou ser o Lulinha Paz e Amor que eu fui na outra (campanha, em 2002), tranqüilo, sem nenhum problema", disse. "Eu não tenho nenhuma razão para estar nervoso", acrescentou lula, ao ser questionado ao lançamento de sua candidatura. Lula insistiu em afirmar que ainda não é candidato e que ainda falta um mês para decidir. Ao ser perguntado sobre a pesquisa de opinião para o governo de São Paulo, na qual o candidato José Serra mantém a dianteira, embora tenha perdido sete pontos, Lula disse que "pesquisa é no dia da eleição, referindo-se à decisão das urnas. "Vocês me conhecem e sabem que pesquisa não me move".

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