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Economia dos Estados Unidos cresce 2,4% em 2014, maior avanço desde 2010

Após recuperação forte no início do ano passado, nos últimos três meses do ano crescimento dos Estados Unidos foi mais modesto

Agência Estado

30 de janeiro de 2015 | 12h03

A economia dos Estados Unidos cresceu 2,4% em 2014. Este é o maior avanço desde 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) expandiu 2,5%. O dado apresentado nesta sexta-feira, 30, é a divulgação da primeira prévia para o indicador.

Após recuperação forte no início do ano passado, no quatro trimestre o crescimento econômico nos Estados Unidos registrou ritmo mais modesto, deixando em evidência os obstáculos que o país encontra em sua recuperação econômica e os reflexos dos problemas enfrentados pela economia global.

O PIB do país cresceu a uma taxa anualizada de 2,6% no quarto trimestre do ano passado, em ritmo mais lento do que o avanço de 5% apurado no terceiro trimestre. A taxa anualizada significa que é projetado quanto seria o PIB no ano se mantivesse esse crescimento do trimestre. No Brasil, por outro lado, o mais usual é comparar o crescimento de um trimestre com o dos três meses anteriores.

O ritmo de crescimento em 2014 é moderado, quando comparado a outros períodos da história norte-americana. Na década de 90, por exemplo, a economia registrou taxa de expansão do PIB de 3,4% ao ano. Muitos economistas também esperam um crescimento mais brando neste trimestre, entre 2% e 3%, já que turbulências na Europa e na Ásia ameaçam os negócios nos Estados Unidos.

Os dados do PIB mostram o retrato de uma recuperação econômica desigual. Enquanto o consumo cresceu no ritmo mais rápido em quase nove anos, impulsionado pela melhora no mercado de trabalho e pelo declínio nos preços da gasolina, mas os investimentos desaceleraram, juntamente com as exportações. Já os gastos do governo registraram retração.

Por enquanto, os consumidores permanecem o principal motor da maior economia mundial. Os gastos com o consumo representaram mais de dois terços do PIB no último trimestre, e cresceram a 4,3% no período. Esse foi o ritmo mais acelerado registrado desde o início de 2006. Já os investimentos empresariais cresceram a uma taxa anual de 1,9%, enquanto os gastos do governo caíram 2,2%, refletindo uma queda acentuada no investimento com Defesa.

O crescimento das exportações também desacelerou. As vendas externas avançaram a 2,8% no último trimestre de 2014, enquanto nos três meses anteriores o ritmo registrado foi de +4,5%. O dado sinaliza o impacto do crescimento econômico mais lento na Ásia e a estagnação na Europa. O mercado imobiliário no país deu sinais de recuperação, com os investimentos residenciais subindo 4,1% no quarto trimestre, acima da taxa de 3,2% registrada entre julho e setembro.

Os dados do PIB também refletem o aumento nos estoques dos empresários. Desprezados estes efeitos, a demanda na economia deu sinais de fraqueza. As vendas reais subiram a ritmo de 1,8%, bem abaixo da taxa de 5% verificada no terceiro trimestre.

O dado foi divulgado dias após o Federal Reserve (o Fed, BC do país) dar um tom mais confiante em sua avaliação da economia, a qual disse estar expandindo em "ritmo sólido". Em seu comunicado, a autoridade monetária segue sinalizando que precisa observar mais sinais de expansão contínua na economia antes de elevar os juros no país. Fonte: Dow Jones Newswires.

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