Economia dos EUA ainda enfrenta várias dificuldades, diz Fed

Segundo Ben Bernanke, ajudar os mercados financeiros do país 'continua sendo alta prioridade' do BC dos EUA

Regina Cardeal, da Agência Estado,

15 de julho de 2008 | 11h20

O presidente do Federal Reserve (Fed o BC dos EUA), Ben Bernanke, alertou que a economia dos Estados Unidos enfrenta "numerosas dificuldades", sugerindo que estes riscos continuam sendo sua principal prioridade, apesar de uma revisão significativamente em alta da previsão de crescimento do Fed para 2008. Bernanke também falou sobre um cenário "incomumente incerto" da inflação e alertou que o Fed está monitorando qualquer sinal de que os preços mais altos da energia e das commodities estejam se tornando embutidos nos salários e nas expectativas.   Veja também: Entenda os efeitos da crise nos Estados Unidos Cronologia da crise financeira As grandes crises econômicas    Os comentários de Bernanke - que vieram na esteira do plano de resgate apresentado pelo governo para a Fannie Mae e a Freddie Mac e o renovado estresse do sistema bancário - sugerem que aumentos das taxas de juros são improváveis antes do fim do ano, exceto no caso de um forte aumento nas expectativas de inflação ou de um fim rápido da turbulência financeira.   "Ajudar os mercados financeiros a voltarem ao funcionamento mais normal vai continuar a ser uma alta prioridade do Fed", disse Bernanke em depoimento preparado para o Comitê Bancário do Senado, em que apresentou a primeira parte do relatório econômico semestral do Fed ao Congresso.   Bernanke começou seu depoimento destacando uma longa lista de riscos de declínio econômico, incluindo o estresse financeiro em "andamento", queda dos preços das residências, um mercado mais fraco de emprego e aumento dos preços de alimentos e energia.   Embora as autoridades do Fed tenham elevado suas previsões de crescimento em 2008, refletindo crescimento acima do esperado no primeiro semestre do ano, Bernanke disse que as autoridades esperam que "a produção se expanda num ritmo apreciavelmente abaixo de sua tendência". O setor de moradia deve continua fraco, disse, enquanto as empresas e os gastos dos consumidores devem se restringir.

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