Economia dos EUA desacelera e cresce     0,2% no 1º trimestre

Redução dos investimentos das empresas, queda nas exportações e sinais de cautela dos consumidores frearam o crescimento do país

O Estado de S. Paulo

29 Abril 2015 | 10h05

A economia dos Estados Unidos desacelerou acentuadamente nos primeiros três meses deste ano, refletindo a redução das empresas em relação aos investimentos, queda nas exportações e sinais de cautela dos consumidores. A primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano cresceu à taxa anualizada de 0,2%, abaixo das projeções dos economistas consultados pelo Wall Street Journal, de alta de 1%.

No quarto trimestre de 2014, a economia teve expansão de 2,2% e no terceiro trimestre, de 5%. Os números do primeiro trimestre repetiram um padrão comum que vem acontecendo nos últimos anos: uma ou duas leituras fortes seguidas por uma grande desaceleração.

A divulgação de hoje mostrou que os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da produção econômica, desaceleraram para um ritmo de 1,9% no primeiro trimestre, ante crescimento de 4,4% no quarto trimestre.

No ano passado, os gastos das famílias foram impulsionados por um forte crescimento no emprego e pela queda nos preços da gasolina. No entanto, os custos com combustível aumentaram desde o início deste ano e o mercado de trabalho desacelerou em março, pesando na confiança do consumidor.

Além disso, os gastos das empresas também têm mostrado arrefecimento. O investimento fixo não residencial, que reflete os gastos com software, pesquisa e desenvolvimento, equipamentos e estruturas, tiveram crescimento de 3,4%, em comparação com o aumento de 4,7% no quarto trimestre.

As empresas de energia, em particular, estão sentindo os efeitos do petróleo mais barato. O investimento das empresas em estruturas caíram 23,1%, liderada por uma contração de 48,7% nos gastos das empresas do setor de extração com poços e perfurações, apontou o relatório.

Outro ponto foi que o dólar mais forte fez com que os bens produzidos internamente ficassem mais caros no exterior e os produtos estrangeiros mais baratos. No primeiro trimestre, as exportações caíram 7,2%, em comparação com crescimento de 4,5% no quarto trimestre. As importações subiram 1,8%, ante avanço de 10,4% no quarto trimestre.

Os gastos do governo federal acrescentaram pouco na economia no primeiro trimestre, com expansão de 0,3%, em comparação com a queda de 7,3% no quarto trimestre.

O aumento dos estoques contribuiu 0,74 ponto porcentual no PIB do primeiro trimestre. As vendas finais reais de produto interno, uma medida que exclui mudanças de estoques, encolheu 0,5%, em comparação com aumento de 2,3% no quarto trimestre. 

(Com informações da Dow Jones Newswires)

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