AP Photo/Jacquelyn Martin
AP Photo/Jacquelyn Martin

Economia dos EUA deve manter crescimento em ritmo sólido, mesmo com incertezas globais, diz Fed

Entre as incertezas, banco central comentou que questões como a necessidade de se elevar o teto da dívida dos EUA e o processo de separação do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, continuam sem resolução

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2019 | 18h37

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, afirmou que as incertezas "em relação aos acontecimentos no comércio e no crescimento globais" têm aumentado. Em discurso durante conferência em Paris sobre os 75 anos de Bretton Woods, Powell previu que, ainda assim, o crescimento econômico nos Estados Unidos continue em ritmo "sólido" e o mercado de trabalho, a mostrar força. 

Entre as incertezas, a autoridade comentou que questões como a necessidade de se elevar o teto da dívida dos EUA e o processo de separação do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, continuam sem resolução. Nesse quadro, dirigentes do Fed têm mostrado a preocupação de que possa haver um período mais prolongado de inflação abaixo da meta de 2% do Fed, disse Powell. "As medidas de inflação baseadas no mercado têm diminuído e algumas medidas baseadas em pesquisas de expectativa estão perto do mínimo de suas médias históricas", apontou.

Nesse quadro, muitos dirigentes do Fed avaliaram na reunião de junho que uma combinação de fatores "fortalece o argumento por uma postura um pouco mais acomodatícia da política" monetária, lembrou Powell. "Nós monitoraremos com cuidado esses acontecimentos e avaliaremos suas implicações para a perspectiva econômica e a inflação dos EUA e agiremos como apropriado para sustentar a inflação, com um mercado de trabalho forte e a inflação perto da meta simétrica de 2%."

Powell afirmou que o crescimento "sólido" tem apoiado o mercado de trabalho, que também mostra força. O crescimento econômico americano no segundo trimestre, contudo, desacelerou. O avanço nos gastos dos consumidores, que foi modesto no primeiro trimestre, parece ter ganhado força novamente, mas os investimentos em ativos fixos tiveram desaceleração "digna de nota", ressaltou ele. O setor manufatureiro tem mostrado fraqueza desde o início do ano, em parte graças aos gastos das empresas mais modestos, ao crescimento mais fraco na economia global e a preocupações com as tensões comerciais, disse ainda Powell. 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.