Economia dos EUA enfrenta novos obstáculos, como petróleo, diz Geithner

Secretário do Tesouro do país afirmou que os preços atuais da commodity, embora desafiadores, não ameaçam impedir a recuperação dos EUA

Danielle Chaves, da Agência Estado,

26 de abril de 2011 | 13h25

Novos obstáculos - especialmente os preços do petróleo - estão sendo enfrentados pelos EUA em seu caminho para a recuperação econômica, disse o secretário do Tesouro do país, Timothy Geithner, em uma audiência no Conselho de Relações Exteriores. No entanto, Geithner afirmou que os preços atuais da commodity, embora desafiadores, não ameaçam impedir a recuperação.

O desemprego, que já é um ponto fraco da economia norte-americana há algum tempo, permanece "muito alto" e a economia parece "injustamente difícil" para muitos norte-americanos, declarou o secretário. Os comentários de Geithner pesaram sobre o dólar, que já operava enfraquecido desde cedo. Às 12h05 (de Brasília), o dólar caía para 81,71 ienes, de 81,81 ienes no fim da tarde de ontem.

Segundo o secretário, os legisladores dos EUA precisam chegar a um acordo para aumentar o limite de dívida do país. O debate sobre esse tema é "ridículo" e "irresponsável", disse. Os EUA têm déficits orçamentários "insustentáveis" e não há alternativa a não ser reduzi-los, acrescentou.

Geithner garantiu que o Tesouro está comprometido com um dólar forte e disse que os EUA nunca vão depreciar a moeda sob seu mandato. A "confiança fundamental" nos EUA depende muito de o Federal Reserve controlar a inflação, observou o secretário. Os legisladores também farão sua parte, afirmou, aumentando o limite da dívida dos EUA. "Com certeza eles agirão", disse.

Depois disso, os déficits terão de ser reduzidos para o nível sustentável de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). As reformas que forem determinadas para alcançar esse objetivo deverão ser desenvolvidas gradualmente, segundo Geithner, já que os EUA não estão desesperados como o Reino Unido, cujos líderes vêm implementando duras medidas de austeridade.

Geithner destacou que os EUA estão muito à frente de seus competidores globais quando se trata da reforma do sistema financeiro e do direcionamento da economia para um caminho de crescimento sustentável no longo prazo. As informações são da Dow Jones.

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