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Economia dos EUA enfrenta riscos, não recessão, diz Bernanke

O chairman do Federal Reserve, BenBernanke, disse a parlamentares nesta quinta-feira que aeconomia norte-americana não parece estar caminhando para umarecessão, mas alertou que o crescimento pode se mostrar maisfraco que o esperado e a inflação mais alta. "Nossa avaliação é de um crescimento mais lento, mas vaihaver crescimento, e ele continuar no próximo ano", disseBernanke ao apresentar um relatório sobre a saúde da economianorte-americana para o comitê conjunto de economia doCongresso. O chairman do Fed disse que a economia irá provavelmenteexperimentar uma desaceleração "notável" do crescimento nosúltimos três meses do ano em relação à robusta taxa anual decrescimento de 3,9 por cento no terceiro trimestre, dizendo quea crise imobiliária dá sinais de que vai se intensificar e osgastos dos consumidores e das empresas podem desacelerar. Ele disse, no entanto, que o banco central norte-americanoespera que a maior economia do mundo recupere força em meadosdo próximo ano à medida que os mercado imobiliários efinanceiros se estabilizem. As tensões do mercado financeiro têm persistido desde aúltima reunião do Fed em 30 e 31 de outubro, quando o bancocortou a taxa básica de juro para 4,5 por cento, disse ele.Fortes altas nos preços do petróleo têm colocado pressõesrenovadas sobre a inflação e podem atrapalhar a atividadeeconômica, disse ele. DENTRO DE UMA CAIXA As observações cautelosas de Bernanke sobre o crescimentopesaram sobre os preços das ações e sobre o dólar e deram umimpulsou para os preços dos títulos do governo, à medida queoperadores entenderam que elas sugeriram a possibilidade denovos cortes na taxa de juro. Preocupações sobre a economia que pode estar caminhandopara uma recessão impulsionaram as apostas no mercado futuroque o Fed irá cortar a taxa de juros em mais 0,25 pontopercentual na próxima reunião no dia 11 de dezembro. As apostaschegaram a 98 por cento ante 70 por cento na últimaquarta-feira. Alguns analistas disseram que o depoimento de Bernankesugeriu a disposição do Fed em considerar novos cortes na taxade juro, enquanto outros entenderam que o banco central estádividido entre preocupações com crescimento e preocupações coma inflação potencial que pode acelerar. "Eles estão olhando para as duas direções. Estãopreocupados com a economia e preocupados com a inflação.Bernanke está numa caixa e ela está ficando menor", disseChristofer Low, economista-chefe da FTN Financial em Nova York. Em sua mais recente reunião para definição da taxa dejuros, o banco central disse que os riscos para baixo para ocrescimento estão praticamente equilibrados com os riscos paracima para a inflação, um comunicado que levou muitosobservadores a acreditar que o Fed iria adiar novos cortes dojuro. Bernanke reiterou esta visão nesta quinta-feira, citando oselevados preços do petróleo e de outras commodities e a quedano valor do dólar. "Estes fatores devem aumentar a inflação emgeral no curto prazo. Mas ele também disse que problemas entre os possuidores dehipotecas de alto risco devem aumentar. Um forte aumento nasexecuções hipotecárias podem enfraquecer o já problemáticomercado imobiliário e afetar a economia como um todo, alertou. RENOVAÇÃO DA PRIMAVERA O crédito apertado após as turbulências no mercado poderestringir o crescimento econômico à medida que os custos dosempréstimos sobem, disse Bernanke. Mas ele disse que a visão doFed é que uma força subjacente irá permitir que a economiaatravesse este período tempestuoso. "Nós achamos que até a primavera (hemisfério norte) dopróximo ano, à medida que os problemas do crédito forem seresolvendo e à medida que, nós esperamos, o mercado imobiliárioencontre seu piso... a ampla resiliência da economia, que nósestamos vendo em outras áreas fora do setor imobiliário, irátomar o controle e irá ajudar a economia a retomar um ritmomais razoável de crescimento", disse ele.

MARK FELSENTHAL, REUTERS

08 de novembro de 2007 | 20h44

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