REUTERS/Larry Downing
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Empresários apontam tarifas como motivo de aumento de custos, diz Livro Bege do Fed

Empresários americanos reportaram aumento nos preços de bens finais devido aos impactos das tarifas comerciais

Victor Rezende e Monique Heeman, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2018 | 15h26

Empresários americanos reportaram aumento nos preços de bens finais devido à elevação nos custos de insumos, como metais, que foi atribuído por eles ao impacto das tarifas comerciais, aponta o Livro Bege, sumário sobre as condições atuais da economia americana em cada um dos distritos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

O documento, divulgado nesta quarta-feira, 24, aponta que, de forma geral, os preços continuaram a subir em um ritmo modesto a moderado em todos os distritos no período encerrado no dia 15 de outubro. Varejistas de algumas localidades, porém, "aumentaram os preços de venda à medida que continuam a ver a alta dos custos de transporte e também se preocupam com aumentos iminentes de custos decorrentes das tarifas".

Livro Bege aponta crescimento de 'modesto a moderado' nos EUA

A maioria dos distritos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) relatou crescimento econômico de modesto a moderado nos Estados Unidos, no período encerrado em 15 de outubro, de acordo com o Livro Bege. O documento aponta que distritos como Nova York e St. Louis indicaram um leve crescimento, enquanto Dallas registrou expansão robusta impulsionada pela força da atividade industrial, varejo e serviços não financeiros.

"Em suma, os fabricantes relataram um crescimento moderado da produção; entretanto vários distritos indicaram que as empresas enfrentavam custos cada vez maiores de materiais e remessa, incertezas sobre o ambiente comercial e dificuldades em encontrar trabalhadores qualificados", apontou o Livro Bege. Nesse sentido, o Fed mostrou, ainda, que a escassez de mão de obra foi "amplamente notada" e está ligada a aumentos salariais ou ao crescimento restrito. Além disso, relatórios sobre imóveis comerciais e residenciais foram mistos.

De acordo com o documento divulgado pelo banco central dos EUA, o emprego se expandiu modestamente ou moderadamente na maior parte do país. "San Francisco relatou crescimento robusto, enquanto três distritos relataram pouca ou nenhuma mudança", indicou o documento. Além disso, empregadores em todo o país continuaram a relatar mercados de trabalho restritos e dificuldades em encontrar trabalhadores qualificados, "incluindo engenheiros, profissionais de finanças e vendas, trabalhadores de construção e indústria, profissionais de tecnologia da informação e motoristas de caminhão".

O Livro Bege indicou, ainda, que a escassez de trabalhadores restringiu o crescimento em alguns setores. "Algumas empresas implementaram estratégias não salariais para recrutar e reter trabalhadores, como bônus, horários flexíveis e aumento de subsídio de férias", informou o documento. Segundo o Fed, o crescimento salarial também foi caracterizado como modesto ou moderado, embora a distrital de Dallas tenha relatado crescimento robusto.

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