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Economia dos EUA tem forte recuperação e cresce 4% no 2º trimestre

Crescimento considera uma taxa anual, isto é, quanto avançaria a economia se esse ritmo fosse mantido até o fim do ano; pelo padrão brasileiro, a alta do PIB dos EUA seria próxima de 1% no 2º trimestre

Agência Estado

30 de julho de 2014 | 09h45

WASHINGTON - A economia dos EUA se recuperou de maneira acentuada no segundo trimestre de 2014, após uma contração nos primeiros três meses do ano. Além disso, revisões de dados anteriores mostraram que a economia no segundo semestre do ano passado teve a melhor expansão em 10 anos no acumulado de seis meses. Com isso, os números ajudam a elevar as esperanças sobre uma expansão forte nos próximos meses.

O Produto Interno Bruto (PIB), a medida mais ampla de bens e serviços produzidos na economia, avançou a uma taxa anual ajustada sazonalmente de 4% no segundo trimestre, segundo o Departamento de Comércio dos EUA. Economistas consultados pelo The Wall Street Journal haviam previsto um crescimento a um ritmo de 3% no período em questão.

Taxa anual significa que o PIB foi anualizado. Aqui no Brasil isso não ocorre, mas nos EUA é comum. Lá, o PIB é sempre divulgado com taxa anualizada. Ou seja, é projetado quanto seria o PIB no ano se mantivesse esse crescimento do trimestre. Para fazer o cálculo, eles elevam o PIB à quarta potência. Por aqui, o mais usual é comparar o crescimento de um trimestre com o dos três meses anteriores. Por essa conta, o PIB americano do 2º trimestre ficaria próximo de 1%.

Um aumento na formação de estoques e uma aceleração dos gastos dos consumidores lideraram os ganhos amplos e compensaram o peso da elevação de importações.

No primeiro trimestre, a economia norte-americano contraiu a um ritmo revisado de 2,1%. Embora ainda seja o pior trimestre da atual recuperação, o número é melhor do que estimativa anterior de queda de 2,9%. A economia cresceu a um ritmo de cerca de 1% no primeiro semestre de 2014.

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Gastos das empresas cresceram a um ritmo de 5,5%
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Revisões anuais, também divulgadas nesta quarta-feira, mostraram que a economia dos EUA registrou expansão a um ritmo de 4% no segundo semestre de 2013, o melhor resultado em 10 anos no acumulado de seis meses.

Mas, os números ao longo dos últimos cinco anos, incluindo novas revisões que revolvem a 2011, continuaram a contar uma história familiar. Incapaz de ter vários trimestres de crescimento constante, a recuperação que começou em 2009 é a mais fraca desde a Segunda Guerra Mundial.

Consumo. Os detalhes do relatório desta quarta-feira mostraram que os gastos das famílias avançaram a uma taxa de 2,5%, um aumento ante o ganho modesto no primeiro trimestre de 1,2%. O consumo pessoal foi liderado por gastos com bens, incluindo carros. Os gastos com serviços de saúde avançaram um pouco no período, depois de cair no trimestre anterior.

A mudança nos estoques privados adicionou 1,66 ponto porcentual para o crescimento durante o trimestre. Um forte acúmulo de estoques ajudou a impulsionar o crescimento no segundo semestre do ano passado, mas, em seguida, a inversão desta tendência contribuiu para a contração do primeiro trimestre. No segundo trimestre, a medição do PIB que exclui alterações nos estoques expandiu a um ritmo de 2,3%. Isso se compara com uma contração de 1% no primeiro trimestre.

Os gastos das empresas em itens como equipamentos, edifícios e propriedade intelectual cresceram a um ritmo de 5,5% de abril a junho. Os gastos com equipamentos aumentaram a uma taxa de 7% no segundo trimestre, depois de terem perdido fôlego nos primeiros três meses do ano.

Investimento residencial fixo, ou seja, os gastos com construção de casas e melhorias em imóveis, aumentou a uma taxa de 7,5% no segundo trimestre. A categoria havia recuado nos dois trimestres anteriores.

O comércio exterior foi um entrave ao crescimento econômico durante o trimestre, apesar de um aumento sólido de 9,5% na exportações dos EUA. Isso porque as importações subiram 11,7%. Ainda assim, o número sugere demanda renovada por bens estrangeiros entre os consumidores norte-americanos.

O governo também teve participação no crescimento do segundo trimestre. Os gastos do governo e investimentos aumentaram a um ritmo de 1,6% no período. 

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