José Patrício/Estadão
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Prévia do PIB recua 1,89% no 2º trimestre e indica recessão

Índice de atividade do Banco Central, IBC-Br já aponta para três trimestres seguidos de retração; no semestre, queda foi de 2,49%

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2015 | 08h38

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), apontou para uma retração de 2,49% da economia no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, a baixa foi de 1,89%, resultado que ficou próximo do teto das estimativas apuradas pela Agência Estado com 20 casas, que iam de -1,30% a -1,90%. 

O PIB final da economia no segundo trimestre será divulgado na sexta-feira da semana que vem, dia 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre, o PIB teve queda de 0,2%. Se confirmada uma nova baixa pelo dado do IBGE, o País entrará em recessão técnica, termo utilizado por especialistas quando ocorrem dois trimestres seguidos de retração.  

O IBC-Br em geral resulta em números diferentes do PIB, mas ambos os indicadores apontam para uma mesma direção. Pelo critério do IBC-Br, no primeiro trimestre a economia se retraiu 0,88% e já estava em recessão técnica, pois no quarto trimestre de 2014 havia se contraído 0,45%. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

No Relatório Trimestral de Inflação de junho, o BC apresentou previsão para o PIB de 2015 de -1,1%. Já o ministério da Fazenda trabalha com uma retração econômica de 1,5%. No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, a mediana das expectativas estava negativa em 2,01% para este ano. 

Os dados do BC mostram ainda que o IBC-Br registrou recuo de 2,04% no primeiro semestre de 2015 na comparação com a segunda metade de 2014, segundo a série com ajuste sazonal da instituição. 

Resultado mensal. No mês de junho, o IBC-Br recuou 0,58% em relação a maio e 1,20% em relação a junho do ano passado. O resultado mensal ficou idêntico à mediana das estimativas, de -0,58%, de 24 instituições financeiras. O indicador passou de 142,50 pontos (dado revisado) em maio na série dessazonalizada, para 141,67 pontos em junho. 

Com isso, o IBC-Br atingiu em junho o nível mais baixo desde abril de 2012, na série com ajustes sazonais. Em abril de 2012, o indicador estava em 141,09 pontos pela série dessazonalizada.

O Banco Central revisou a série do IBC-Br, como faz todos os meses. Em maio, a alta de 0,03% foi revisada para 0,06%. No caso de abril, a baixa de 0,88% foi substituída por queda de 0,97%. Em março, a variação deixou de ser de -1,53% e passou para -1,51%. Em fevereiro, a taxa de +0,71% foi substituída pela de +0,72%. E, em janeiro, a taxa de -0,16% passou a ser de -0,10%. Todos os dados são referentes às variações na margem, na série com ajuste sazonal.

Em dezembro do ano passado, o resultado de -0,95% foi substituído por -1,02%. Em novembro de 2014, o dado de -0,22% foi mantido. Em outubro, mudou de uma queda de 0,44% para uma baixa de 0,45%. Em setembro, a elevação de 0,66% deu lugar a uma alta de 0,70%. Em agosto, o avanço de 0,05% foi mantido.

(Com informações da Reuters)

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