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Economia enfrenta riscos mas base está saudável, diz Bush

Casa Branca ainda acredita que economia norte-americana crescerá 2,7% em 2008

Jeremy Pelofsky e David Lawder, da Reuters,

11 de fevereiro de 2008 | 17h50

O presidente norte-americano, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que a economia norte-americana está atualmente enfrentando fortes riscos, mas que os fundamentos estão sólidos e a perspectiva de longo prazo é forte. "Este relatório indica que nossa economia está estruturalmente forte para o longo prazo e que estamos lidando com incertezas de curto prazo", disse a jornalistas após assinar seu relatório econômico anual para o Congresso. O relatório não alterou as previsões da Casa Branca de que a economia norte-americana irá crescer 2,7% em 2008, um cenário muito mais otimista do que os previsto pelos economistas do setor privado que acreditam em um crescimento de apenas 1,6% para este ano. Economistas ouvidos pela newsletter Blue Chip Economic Indicators, divulgada nesta segunda-feira, avaliam que as chances de uma recessão estão em quase 50%. O relatório da Casa Branca, no entanto, reconheceu que "o crescimento abaixo do normal iniciado em 2007, provavelmente irá continuar em 2008". Em uma rara cooperação bipartidária, o Congresso liderado pelos democratas e a Casa Branca republicana preparam um pacote de estímulo econômico de US$ 152 bilhões. Bush irá assinar o pacote na próxima quarta-feira e deverá entrar em vigor efetivamente em maio. "Ele irá ajudar a enfrentar as incertezas da economia", disse Bush. O relatório ainda pediu que o Congresso adote reformas que impulsionem refinanciamentos no problemático setor imobiliário e que este aprove acordos de livre comércio com a Colômbia, Panamá e Coréia do Sul. "Dadas as fortes estruturas básicas da economia, a mobilidade do trabalho, os impostos relativamente baixos, os bem equilibrados mercados financeiros e a abertura para o comércio, as perspectivas para crescimento nos anos à frente continuam boas", disse o relatório do conselho de assessores econômicos de Bush. Embora o relatório pressione o Congresso a aprovar reformas para a administração imobiliária federal e cite os esforços para modificar as hipotecas subprime do setor privado com taxas ajustadas, ele não oferece nenhuma nova iniciativa para ajudar os mercados de crédito, dizendo que "a melhor ação é simplesmente permitir que os mercados se ajustem".

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