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Economia está a caminho da recuperação, mas ainda há riscos--FMI

A economia global recuou da beira do perigo e sinais de estabilização estão surgindo na zona do euro e nos Estados Unidos, mas os altos níveis de endividamento em mercados desenvolvidos e os preços do petróleo são os principais riscos à frente, afirmou o FMI no domingo.

REUTERS

19 de março de 2012 | 08h58

"A economia global pode estar a caminho da recuperação, mas não há muita margem de manobra e não há espaço para erros de política", disse a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, em discurso feito em Pequim.

Em uma conversa separada no mesmo dia, Lagarde disse que o iuan, da China, poderá se tornar uma moeda de reserva no futuro, acrescentando que o país precisa de um roteiro para um sistema de taxa de câmbio mais forte e mais flexível.

Ela disse que sinais de estabilização foram surgindo para mostrar que as ações políticas tomadas na sequência da crise financeira global estavam funcionando, que os indicadores econômicos dos EUA pareciam um pouco mais otimistas e que a Europa tinha dado um importante passo para resolver sua crise com os últimos esforços sobre a Grécia.

"Apoiada nesses esforços coletivos, a economia mundial recuou da beira do abismo e temos motivos para sermos mais otimistas. Ainda assim, o otimismo não deve nos induzir a uma falsa sensação de segurança. Existem ainda grandes vulnerabilidades econômicas e financeiras que devemos enfrentar", disse Lagarde.

A chefe do FMI citou ainda que frágeis sistemas financeiros castigados pelas altas dívidas pública e privada persistem nas economias avançadas como o primeiro dos três grandes riscos, e disse que as necessidades do setor público e dos financiamentos bancários de rolagem da zona do setor em 2012 foram equivalentes a cerca de 23 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

"Em segundo lugar, o aumento do preço do petróleo está se tornando uma ameaça ao crescimento global. E, terceiro, há um risco crescente de que a atividade nas economias emergentes vá desacelerar a médio prazo", disse ela.

Lagarde disse também que o desemprego juvenil deve ser combatido e que todos os países devem perseverar com os seus esforços políticos.

Ela disse que as economias avançadas devem manter o apoio macroeconômico e uma política fiscal equilibrada, juntamente com as reformas do setor financeiro e reformas estruturais e institucionais para reparar os danos causados pela crise e para melhorar a competitividade.

Enquanto isso, as economias de mercados emergentes precisam calibrar suas políticas macroeconômicas, tanto para evitar as consequências das economias avançadas quanto para manter as pressões de superaquecimento em cheque.

(Reportagem de Nick Edwards e Gui Qing Koh)

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