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Economia fechada protege rating do Brasil, diz Fitch

A economia relativamente fechada em relação a outros países emergentes e o elevado nível de reservas internacionais devem preservar o Brasil no grupo dos países considerados de baixo risco de crédito em 2009, segundo a Fitch. "O fato de o Brasil ter a economia mais fechada o protegeu", disse à Reuters o diretor-executivo da agência no país, Rafael Guedes. A Fitch reafirmou nesta segunda-feira o rating soberano do Brasil, atualmente em "BBB-", assim como a perspectiva estável. Ao mesmo tempo, a instituição mudou a perspectiva para a nota do México de estável para negativa, e a da Chile de positiva para estável. Bulgária, Cazaquistão, Hungria e Romênia tiveram os ratings reduzidos. Uma vez que a corrente de comércio tem uma participação percentual menor do que outras nações em relação ao PIB, o Brasil deve ser menos afetado pelos efeitos da desaceleração da economia global, mesmo sendo grande exportador de commodities. A expectativa da Fitch é que o conjunto da economia dos países desenvolvidos (Estados Unidos, Europa, Japão) deve ter uma contração econômica de 0,8 por cento no ano que vem. Outro fator que, segundo a Fitch, blinda o Brasil contra uma eventual piora da crise são os cerca de 200 bilhões de dólares de reservas internacionais. Assim, mesmo diante de um congelamento completo das linhas internacionais de crédito, somando-se a uma previsão de déficit em transações correntes de 39 bilhões de dólares, as reservas e os investimentos estrangeiros diretos estimados em 18 bilhões de dólares superariam com sobras a necessidade de financiamento em 2009. "Nessa figura, o país aparece muito bem", disse Guedes. (Reportagem de Aluísio Alves)

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