Economia fraca derruba vendas no varejo dos EUA

Faturamento deve cair até 8% no período; lojistas apostam em altos descontos para esvaziar estoques

Associated Press,

26 Dezembro 2008 | 10h52

As festas de final de ano em 2008 foram duras para os varejistas norte-americanos. A economia fraca e as fortes tempestades de inverno fizeram com que as vendas no período caíssem entre 5,5% e 8% na comparação com 2007, de acordo com dados preliminares da SpendingPulse. O fraco desempenho fez com que as lojas abrissem nesta sexta-feira com descontos de até 75% para conseguir esvaziar os estoques, ainda cheios. Os números mostram que só as vendas de eletroeletrônicos caíram 26,7% no período.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    As vendas no final do ano costumam somar entre 30% e 50% do faturamento anual dos varejistas. Mas muitos economistas já previam que esta seria a pior temporada em décadas, enquanto os preços de imóveis despencavam, o desemprego crescia e os tensos consumidores cortavam gastos. Para completar os problemas do varejo, tempestades inesperadas mantiveram possíveis compradores em casa, desde Seattle até Las Vegas e Boston.   Com os resultados desapontadores, os lojistas esperam que o dia seguinte ao Natal se assemelhe a um grande dia de compras. "Há um certo sentimento de Black Friday (sexta-feira negra)", disse Tom Aiello, porta-voz da Sears e Kmart, comparando as promoções pós-natal àquelas ofertadas no dia após o feriado de Ação de Graças, quando os varejistas historicamente começam a ter lucro no ano.   Os caçadores de barganhas chegaram cedo às lojas nesta sexta para aproveitar os descontos drásticos oferecidos pelos lojistas, desesperados para se livrar das mercadorias em estoque e aquecer as vendas no fim de 2008.   Muitas lojas abriram antes das 6 horas, oferecendo ofertas como descontos de até 75% em brinquedos, móveis, eletroeletrônicos e roupas. A J.C. Penney abriu às 5h30 - a abertura mais cedo da história da rede - e ofereceu mais de 100 produtos em oferta até as 13 horas, incluindo um desconto de 75% nas decorações de Natal. A rede chegou a até mesmo fazer ligações para despertar clientes que tinham feito inscrições pela internet.   Veículos   Excluindo-se os dados de vendas de automóveis e gasolina do período de fim de ano - entre 1º de novembro e 24 de dezembro -, as vendas tiveram queda entre 2% e 4%, de acordo com a SpendingPulse, uma divisão da MasterCard que faz um levantamento das vendas pagas com cartão de crédito, cheque e dinheiro.   Durante a temporada de fim de ano, os preços da gasolina caíram cerca de 40% na comparação com 2007. Uma outra medição das vendas de fim de ano, feita pela Associação Internacional de Shopping Centers, deve ter queda entre 1,5% e 2% ante o ano passado, tornando o fim de 2008 o pior desde 1969.   O quadro geral da temporada não será conhecido até o dia 8 de janeiro, quando os maiores varejistas devem divulgar seus relatórios de vendas.

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