Economia francesa fica estagnada no 1º tri; gastos de consumidores sobem em maio

A economia francesa ficou estagnada no primeiro trimestre, mostraram estimativas oficiais da agência nacional de estatísticas INSEE nesta sexta-feira, e economistas disseram que a perspectiva para o resto do ano não é encorajadora, apesar de alguns avanços nos gastos dos consumidores em maio.

INGRID MELANDER, REUTERS

27 de junho de 2014 | 07h18

O relatório mostrando que a economia não teve crescimento algum nos primeiros três meses do ano veio um dia após dados mostrarem que o número de desempregados subiu para uma máxima recorde em maio, suscitando novas dúvidas sobre as projeções do governo de crescimento de 1 por cento neste ano.

"Isso confirma que o crescimento está enfrentando dificuldades para se tornar positivo e que o consumo está sofrendo --o que nem sempre é visível devido a efeitos temporários, incluindo energia", disse o economista do Barclays Fabrice Montagne. "A tendência intrínseca é ruim".

Montagne disse que a segunda maior economia da zona do euro precisará de três trimestres com crescimento de 0,3 por cento na média para alcançar expansão de 0,7 por cento no ano, que agora é a nova estimativa do INSEE.

O salto de 1 por cento nos gastos dos consumidores em maio superou a previsão de um ganho de 0,4 por cento, sendo a maior leitura desde novembro do ano passado.

O dado foi impulsionado por gastos com energia, que subiram 8 por cento após uma queda de 3,3 por cento em abril, conforme os gastos com aquecimento retornaram ao normal após uma contração devido a temperaturas mais altas que o normal.

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