Economia global está em fase expansão, diz FMI

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, afirmou nesta sexta-feira que a economia global está em fase de expansão, já que, segundo suas previsões, crescerá 5% em 2006. A mesma porcentagem é esperada para 2007.Após uma reunião em Madri com ministros da Economia africanos para discutir a representação de países em desenvolvimento no fundo, Rato destacou a recuperação da economia americana a partir do segundo trimestre, o dinamismo da região subsaariana e o maior crescimento do Japão, da zona do euro, do leste da Europa.Em relação às taxas de juros nos Estados Unidos, Rato reconheceu que houve um certo exagero nas expectativas inflacionárias e acrescentou que uma alta traria consigo uma expansão da economia "mais sustentável" no futuro.Esforço coletivoAlém disso, Rato e os ministros africanos concordaram em manter um "esforço coletivo" para garantir as mudanças necessárias na reforma, que deve levar a uma representação mais adequada dos países africanos.Participaram do encontro os ministros E.Mourad (Argélia), Paul Antoine Bohoun-Bouabré (Costa do Marfim), Paul Toungui (Gabão), Kwadwo Baah-Wiredu (Gana), Timothy Thahane (Lesoto), Manuel Chang (Moçambique), Cheikh Hadjibou Soumaré (Senegal), Trevor Manuel (África do Sul).Chang se disse preocupado com uma possível redução da participação dos países africanos no FMI, por isso esclareceu que esperam que seu voto conte mais, tanto na Junta como no Conselho da instituição.Em 22 de abril, o Comitê Monetário e Financeiro Internacional respaldou o projeto de Rato de aumentar a curto prazo os votos dos países que não estão bem representados no fundo, porque cresceram mais que a média nas últimas décadas.Além disso, segundo a proposta de Rato, haveria uma revisão da equação pela qual se divide o poder no organismo, onde atualmente os países desenvolvidos têm 62% do voto, embora o Comitê não tenha feito referência direta a esta mudança na fórmula.O que o Comitê pediu a Rato foi que apresentasse "propostas concretas para que se alcance um acordo na Assembléia Anual", que acontecerá em setembro em Cingapura.

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