Economia global mostra sinais positivos, mas risco persiste

O presidente do Banco Internacional de Compensações (o banco central dos bancos centrais), Nout Wellink, disse hoje que a economia global está dando sinais encorajadores, incluindo a recente moderação dos preços do petróleo e a crescente confiança nos mercados financeiros de que o relaxamento monetário poderá ser eficiente. Mas, ao discursar para representantes de mais de cem bancos centrais e instituições internacionais que participaram da reunião anual do BIS na Basiléia, Wellink alertou que ainda existem alguns riscos consideráveis para a recuperação mundial.Segundo ele, os mercados podem estar excessivamente otimistas sobre os lucros futuros, os preços no setor imobiliário poderão declinar em determinando momento, o consumo poderá perder fôlego e os desequilíbrios nas contas correntes de países poderão não ser absorvidos sem problemas.O presidente do banco central dos bancos centrais observou que a economia global sofreu uma desaceleração no ano passado, apesar do substancial estímulo de políticas monetárias. Embora o setor financeiro tenha se mostrado resistente, desdobramentos "nas esferas geopolíticas, econômicas e financeiras contiveram o crescimento e geraram uma grande incerteza em relação ao futuro". Wellink ressaltou que a inflação baixa e credibilidade da comunidade de bancos centrais permitiu aos BCs responder com vigor para estimular a demanda global. Segundo ele, no entanto, ficou claro que a recente desaceleração econômica mundial foi diferente das típicas flutuações na atividade econômica após o período após a Segunda Guerra Mundial.

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