Economia global se recupera, mas de maneira ‘difícil’, diz autoridade do FMI

Para vice-diretor-gerente do fundo, os maiores riscos são o impasse fiscal nos Estados Unidos e a crise da dívida europeia 

Renan Carreira, da Agência Estado,

31 de agosto de 2012 | 13h55

NOVA YORK - O vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), David Lipton, disse hoje que vê a economia global se recuperando, porém de maneira "difícil". Para ele, os maiores riscos são o impasse fiscal nos Estados Unidos e a crise da dívida europeia.

Em Jackson Hole, no Estado de Wyoming, Lipton afirmou à CNBC que a principal tarefa da Europa é "dissipar as dúvidas sobre a viabilidade do euro" e garantir que os bancos estejam em posição para apoiar o crescimento econômico.

"Há uma série de coisas que a Europa tem de fazer para criar um ambiente no qual tudo isso pode acontecer. A Europa precisa mostrar a direção que a União Europeia (UE) está trilhando, como vão concluir a união monetária", disse.

"A Europa (também) necessita lidar com o fracasso ou os problemas do mecanismo de transmissão monetário, garantir que a política monetária possa dar apoio ao crescimento, e a Europa precisa garantir que seus bancos sejam capazes de dar suporte ao crescimento", afirmou.

Lipton

disse que o FMI está trabalhando com seus parceiros da troica - formada por Banco Central Europeu (BCE), Comissão Europeia e FMI - para ajudar a Grécia e afirmou que havia muitas discussões sobre o "ritmo apropriado" dos ajustes.

A autoridade do FMI disse que vê a China desacelerando em relação à taxa de crescimento de 8% projetada pelo fundo. As informações são da Dow Jones.

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