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Economia goiana cresceu mais que a brasileira na última década, diz BC

O PIB de Goiás cresceu, em média, 4,8% ao ano de 2005 a 2014, ante aumento médio de 3,4% ao ano do indicador nacional

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2015 | 10h26

BRASÍLIA - O desempenho da economia goiana na última década foi superior ao da economia brasileira e impulsionado pelo dinamismo do comércio, da indústria de transformação e do setor de outros serviços. A avaliação sobre o Estado foi apresentada no boletim regional, divulgado pelo Banco Central.

"É importante ressaltar que a indústria do Estado está concentrada em segmentos da cadeia produtiva do setor agropecuário, que mesmo apresentando redução na participação da atividade econômica do estado no período analisado, detém representatividade no VBA (Valor Bruto Agregado) estadual cerca de 160% maior do que em âmbito nacional", trouxe o documento. 

Essa característica, de acordo com o BC, favoreceu a economia local nos últimos anos, com o dinamismo do setor agropecuário e a sua menor aderência às oscilações do ciclo econômico, particularmente em momentos de retração da atividade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás cresceu, em média, 4,8% ao ano de 2005 a 2014, ante aumento médio de 3,4% a.a. do indicador nacional. 

Com isso, a participação do PIB goiano no PIB do Brasil passou de 2,5%, em 2004, para 2,8% em 2012 e sua representatividade no PIB do Centro-Oeste aumentou de 27,2% para 28,8%, situando-se em patamar inferior à do Distrito Federal (39,8%) e superior às de Mato Grosso (18,8%) e do Mato Grosso do Sul (12,7%). 

Dólar. A mudança de patamar da taxa de câmbio deve seguir favorecendo as regiões onde há maior representatividade das exportações na economia. Em especial, o documento cita as regiões Centro-Oeste e Sul e enfatiza que são possíveis desdobramentos positivos sobre os mercados de trabalho desses locais. 

O boletim trouxe que a atividade econômica seguiu em queda no País no início do segundo semestre, refletindo, sobretudo, os desempenhos negativos da indústria, das vendas do comércio e do setor de serviços. A performance negativa de todos os setores da atividade gera impactos relevantes sobre o mercado de trabalho, conforme o documento. 

Para o Banco Central, as perspectivas de recuperação da atividade econômica dependem fundamentalmente da reversão da confiança de consumidores e empresários nos próximos trimestres. A perspectiva é a de que essa recuperação tenda a ser favorecida pelos efeitos das "medidas de ajuste macroeconômico encaminhadas". O IBC-BR recuou 1,4% no trimestre encerrado em agosto em relação ao terminado em maio, segundo dados dessazonalizados. 

"A retração registrada na economia do Brasil reflete, em especial os impactos do patamar reduzido da confiança dos agentes econômicos, intensificados pelos efeitos de eventos não econômicos", trouxe o documento. Além disso, de acordo com o BC devem ser considerados os desdobramentos do processo de ajuste econômico no país, que apresenta três componentes: monetário, externo e fiscal. Esse processo de ajuste, conforme o boletim regional é "essencial para a consolidação de fundamentos que favoreçam a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante".

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