Itaci Batista/Estadão
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Prévia do PIB cai 0,84% em abril e atinge menor nível em quase três anos

IBC-Br atingiu 142,66 pontos no início do segundo trimestre, o patamar mais baixo desde maio de 2012, segundo o Banco Central

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo - Atualizado às 11h20

19 de junho de 2015 | 09h04

BRASÍLIA - Após registrar queda em março, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta sexta-feira pela instituição, teve baixa de 0,84% em abril ante o mês anterior, com ajuste sazonal. Já o dado de março foi revisto para -1,51%, ante leitura original de -1,07%.

O indicador passou de 143,87 pontos (dado revisado) em março, na série dessazonalizada, para 142,66 pontos em abril. É o nível mais baixo desde maio de 2012, na série com ajustes. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. 

É possível identificar também uma queda de 1,30% nos 12 meses encerrados em abril. Nos primeiros quatro meses deste ano, a baixa acumulada já está em 2,23%.

O recuo em abril foi pior do que a mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções (-0,50%), mas dentro do intervalo de -1,00% à estabilidade. 

Já na comparação entre os meses de abril de 2015 e 2014, houve retração de 3,13%. O resultado foi um pouco pior do que o apontado pela mediana (-2,60%), e perto do teto das previsões (-1,84% a -3,40%) dos 29 analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções

No Relatório Trimestral de Inflação de março, o BC destacou que, em função da migração das contas nacionais brasileiras para o Sistema de Contas Nacionais 2010 (SCN 2010) feita pelo IBGE, o IBC-Br "deverá experimentar revisões na série histórica ao longo dos próximos meses". 

Isso porque o BC passará a refletir a incorporação das mudanças metodológicas e as novas informações disponibilizadas pelo Instituto. 

'Profunda recessão'. A queda de 0,84% do IBC-BR em abril ante março indica que a economia "está em profunda recessão" e o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deve registrar uma queda de 1,5% na margem, comentou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, José Márcio Camargo, professor da PUC-RJ e economista-chefe da Opus Gestão de Recursos.   

"Com a forte queda do nível de atividade que é claramente observada em diversos setores produtivos e também junto às compras dos consumidores visto no primeiro trimestre e agora no segundo trimestre o PIB deverá recuar 1,5% neste ano", comentou.   

Na avaliação de Camargo, há um conjunto de fatos que determinam o recuo expressivo da demanda agregada na primeira metade do ano, como inflação acima de 8% ao ano, queda de investimentos, retração da produção industrial e deterioração do mercado de trabalho, com impactos na renda dos assalariados. 

"Neste contexto, a Receita Bruta de Serviços em abril caiu 6% em abril ante março em termos reais, o que é também um resultado bem ruim."

(Com informações de Ricardo Leopoldo, da Agência Estado)

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