Economia melhorou mas ainda há obstáculos, diz Bernanke

O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse nesta segunda-feira que a combalida economia dos Estados Unidos tem melhorado, mas ponderou que a recuperação permanece frágil e a taxa de desemprego deve continuar elevada por algum tempo.

MARK FELSENTHAL, REUTERS

07 de dezembro de 2009 | 16h43

"Ainda temos um caminho a percorrer antes de termos certeza de que a recuperação será autossustentável", afirmou, em discurso ao Clube Econômico de Washington.

"Também é uma questão se a recuperação criará o grande número de empregos que serão necessários para concretamente fazer recuar a taxa de desemprego", acrescentou.

Bernanke disse que o crédito retraído e o fraco mercado de trabalho serão "obstáculos formidáveis" para a volta do crescimento.

O chairman do Fed sugeriu em seus comentários que o banco central dos EUA não tem pressa em reverter seus extensos estímulos monetários. Em reação, o dólar caía ante o euro, enquanto as bolsas em Wall Street ampliavam a alta.

O Fed cortou o juro básico norte-americano para perto de zero há um ano e reiterou seu compromisso em mantê-lo excepcionalmente baixo por um "período prolongado" em seu último encontro, que ocorreu nos dias 3 e 4 de novembro.

A maioria dos analistas espera que não haja mudança no mínimo até o próximo ano, embora alguns observadores questionem se o surpreendente relatório divulgado na sexta-feira mostrando que o mercado de trabalho dos EUA está começando a se recuperar pode levar o banco central do país a aumentar a taxa de juro mais rapidamente que o esperado.

Os mercados financeiros vão analisar de perto o anúncio de política monetária do Fed na próxima semana, buscando quaisquer sinais de elevação do juro básico ou de retirada dos estímulos que o BC dos EUA injetou nos mercados financeiros a fim de combater a pior crise bancária desde a Grande Depressão.

(Por Mark Felsenthal, Glenn Somerville e Pedro Nicolaci da Costa)

Tudo o que sabemos sobre:
MACROFEDBERNANKEATUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.