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Economia mundial deve crescer 5% este ano, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) calcula que o crescimento da economia mundial será este ano de aproximadamente 5%, disse nesta terça-feira a subdiretora da instituição, Anne Krueger. Assim, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial se expandirá pelo quarto ano consecutivo acima de 4%, disse Anne em seu discurso no X Fórum Econômico Mundial de São Petersburgo, na Rússia, inaugurado nesta terça na antiga capital dos czares.Anne destacou que as economias de muitos países da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), área pós-soviética, crescem a ritmos superiores à média mundial, e disse que o FMI espera que esta tendência se mantenha este ano. Ao mesmo tempo, ela alertou para a existência de uma série de fatores que "podem fazer com que os ritmos de crescimento do PIB mundial sejam inferiores ao esperado".Estes fatores são o crescente desequilíbrio no mundo, as divergências nas negociações dentro do FMI, os problemas geopolíticos, os altos preços do petróleo e o problema da gripe aviária, afirmou a representante do organismo multilateral, segundo a agência Interfax.Anne classificou a "reação flexível" como o mecanismo chave para minimizar as perdidas provocadas por esses fatores negativos. "A flexibilidade faz com que as economias sejam menos sensíveis ao arrefecimento, pois sabemos que haverá um arrefecimento, mas não sabemos quando. Infelizmente, os ciclos se mantêm", disse.Acrescentou que os países que durante longos períodos mantêm altos ritmos de crescimento estão implementando "ambiciosas reformas".Inflação e câmbio Ela afirmou ainda que a baixa inflação é outro fator crucial para obter altos ritmos de crescimento. Ela disse que, nos países em desenvolvimento, a inflação caiu de aproximadamente 80% no começo dos anos 90 para 6% previstos para este ano.Além disso, ressaltou que o câmbio flutuante também contribui para o crescimento, pois "é um excelente colchão contra os choques externos".A subdiretora do FMI destacou ainda a necessidade de desenvolver o setor financeiro, que classificou como "fator-chave da estabilidade macroeconômica", e acrescentou que, para seu fortalecimento, "é crucial a transparência".No caso da Rússia, Anne ressaltou a urgência de simplificar os mecanismos burocráticos e administrativos.

Agencia Estado,

13 de junho de 2006 | 10h23

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