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Economia mundial sofrerá forte desaceleração, diz BIS

A economia mundial vai desacelerar "substancialmente" no próximo ano, mas os países em desenvolvimento devem manter uma expansão mas num ritmo mais fraco, afirmou nesta segunda-feira o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Autoridades monetárias de diversos países estiveram reunidas em São Paulo para o encontro do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), onde discutiram a situação da economia global, sacudida pela grave crise de crédito. "Houve consenso que a economia mundial vai desacelerar substancialmente no ano de 2009", disse Meirelles em entrevista coletiva ao final do encontro. "É esperado que países industrializados tenham contração do produto (PIB)... emergentes continuarão crescendo, mas menos", acrescentou. Ministros de Fazenda e presidentes de bancos centrais das 20 maiores economias do mundo concluíram neste fim de semana, que uma das soluções para a atual crise financeira é a adoção de políticas monetária e fiscal flexíveis, que garantam impulso à atividade econômica de cada país. Meirelles fez questão de frisar que o perfil destas políticas deve ser adequado à situação de cada país em particular, mesmo tom adotado pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que presidiu o encontro do BIS, que funciona como o banco central dos bancos centrais. "O comunicado do G20 foi cuidadosamente discutido e aprovado e expressa com clareza essa posição, isto é, todos os países devem adotar políticas fiscais que sejam adequadas à situação de cada país", disse Meirelles. Dos Estados Unidos ao Japão, passando por diversos países da Europa, os bancos centrais fizeram rodadas de corte de juros, num esforço para reanimar os abatidos mercados de crédito e tentar evitar uma forte retração do nível de atividade econômica. No Brasil, onde o ritmo da demanda doméstica segue muito bem, como salientado por Meirelles, o BC apenas interrompeu, em outubro, o ciclo de aperto do juro iniciado em abril. Ao ser questionado qual seria a política monetária mais adequada ao Brasil, Meirelles evitou o confronto e saiu com sua resposta padrão: "A política adequada no momento (para o Brasil) está explicitada na ata do Copom". Na avaliação dos representantes de bancos centrais, a situação dos mercados melhorou desde outubro, mas ainda está longe da normalidade. No caso do Brasil, Meirelles ressaltou mais uma vez a boa situação dos fundamentos econômicos do país, que garante uma condição melhor para enfrentar as turbulências. "O Brasil está enfrentando essa crise em situação relativamente melhor do que outros emergentes, mas ninguém está imune."

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