Economia não reage como o esperado, avalia Seade

O coordenador da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), Alexandre Loloian, disse, ao analisar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que a economia brasileira não está reagindo como se esperava. "As expectativas acabam sendo seguidamente frustradas", afirmou ele.

RENAN CARREIRA, Agencia Estado

29 de maio de 2013 | 12h37

O IBGE anunciou que o PIB do primeiro trimestre cresceu 0,6% em relação ao quarto trimestre de 2012, resultado abaixo da mediana das estimativas de mercado recolhidas pelo AE Projeções, de 0,90%. "Estamos efetivamente colhendo os frutos de algumas leniências de não enfrentarmos os problemas como eles se apresentam", afirmou. "As soluções ligeiras da política econômica têm repercussão imediata, mas os problemas de maior magnitude seguem se acumulando."

Loloian citou como exemplo de "problema maior" a defasagem cambial, que dificulta a exportação e facilita a importação de produtos que concorrem com o que é produzido no Brasil. "A indústria sofre muito com a política de valorização do câmbio", comentou. Ele também disse ser importante a retomada do investimento público e políticas de consumo crescente para melhorar as condições de vida da população.

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