Economia norte-americana cresce 2,2% no 3o trimestre

A economia norte-americana cresceu no terceiro trimestre num ritmo mais fraco que o inicialmente pensado, refreada por fracos investimentos empresariais e uma liquidação de estoques um pouco mais agressiva.

REUTERS

22 de dezembro de 2009 | 13h04

O Departamento de Comércio informou nesta terça-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre cresceu a uma taxa anual de 2,2 por cento, segundo a leitura final. A estimativa anterior havia apontado expansão de 2,8 por cento.

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam que o dado anterior não seria revisado.

Mesmo assim, foi o maior crescimento desde o terceiro trimestre de 2007, pondo fim a quatro trimestres seguidos de declínio do PIB. A retomada do crescimento no período entre julho e setembro deve ter encerrado a mais brutal recessão desde os anos de 1930.

O crescimento foi impulsionado por programas de estímulo do governo, como o popular incentivo à compra de automóveis e redução de impostos para compradores do primeiro imóvel. Mas o debate continua sobre a sustentabilidade da recuperação quando o apoio do governo à economia for retirado.

Os gastos empresariais no terceiro trimestre foram mais fracos do que o governo havia estimado no mês passado. Os investimentos empresariais caíram 5,9 por cento ao invés de 4,1 por cento.

Uma queda maior no setor de construção de estruturas não-residenciais e a forte demanda por importações, que ofuscou o crescimento das exportações, limitaram o crescimento no terceiro trimestre, segundo o relatório.

A atividade de construção não-residencial caiu 18,4 por cento no terceiro trimestre ao invés de 15,1 por cento. Isso cortou 0,68 ponto percentual do PIB.

As importações cresceram 21,3 por cento, maior aumento desde o primeiro trimestre de 1984, ao invés de 20,8 por cento, enquanto as exportações cresceram 17,8 por cento. Isso provocou um déficit comercial que tirou 0,81 ponto percentual do PIB.

Apesar de ter sido revisto ligeiramente para baixo, o gasto do consumidor ajudou a diminuir a pressão sobre o crescimento gerada pela queda do investimento empresarial.

O gasto do consumidor, que normalmente corresponde a cerca de 70 por cento da atividade econômica, cresceu 2,8 por cento no terceiro trimestre ao invés da taxa de 2,9 por cento que o governo tinha estimado em novembro.

Os empresários liquidaram estoques de forma mais agressiva que o estimado anteriormente. Os estoques caíram 139,2 bilhões de dólares no terceiro trimestre, e não 133,4 bilhões de dólares como estimado pelo governo em novembro.

Excluindo-se os estoques, o PIB dos EUA cresceu 1,5 por cento.

O relatório do PIB também mostrou que os lucros corporativos depois de impostos cresceram 12,7 por cento no terceiro trimestre, ao invés da taxa de 13,4 por cento divulgada anteriormente. Ainda foi o maior aumento desde o primeiro trimestre de 2004, mas ficou abaixo das expectativas de analistas.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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