Economia nos EUA influencia balança no Brasil

A decisão sobre os juros norte-americanos é esperada por todo o mercado financeiro. Os investidores preferem não arriscar e aguardam a decisão do banco central dos Estados Unidos (FED). A maioria dos analistas aposta na manutenção do patamar atual - 6,5% ao ano. Caso essa tendência se confirme, o cenário econômico brasileiro tende a ficar mais positivo. Nesse caso, a expectativa é que o Banco Central promova nova queda de juros na taxa básica - Selic. Na reunião realizada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no dia 20, ficou acertado um viés de baixa na taxa atual - 17,5% ao ano, indicando a possibilidade de o Banco Central (BC) reduzir mais os juros. A redução da Selic traz vantagens para a economia brasileira. O crédito para as empresas fica mais barato. O consumidor também percebe a redução no bolso, pois as taxas finais do crédito ao consumidor também tendem a cair. Balança comercial Por outro lado, o desaquecimento da economia norte-americana não é favorável aos países exportadores de produtos para os Estados Unidos. Isso porque o crescimento daquele país favorece a balança comercial, que é um dos pontos fracos da performance econômica brasileira. Mesmo com o resultado positivo anunciado ontem, de um superávit comercial de US$ 188 milhões na quarta semana de junho, os números do comércio externo devem frustar todas as expectativas que existiam no início do ano para esse item da economia. E o enfraquecimento da economia norte-americana pode prejudicar ainda mais esses resultados. Balança comercial fraca e juro em baixa podem significar nova tendência de alta para o dólar no médio e longo prazos. Importante ressaltar também que o juro americano em alta representa uma concorrência quase imbatível para os mercados emergentes, cujos títulos de renda fixa perdem atratividade para os investidores internacionais.Veja na seqüência os números do mercado financeiro durante a manhã.

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