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Economia pode crescer de 1% a 4% em 2009, diz estudo do Ipea

Estudo diz que não existem 'parâmetros precisos' para se medir a contaminação da economia pela crise

Neri Vitor Eich, da Agência Estado

20 de janeiro de 2009 | 14h10

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê, em simulações incluídas em estudo divulgado nesta terça-feira, 20,  sobre a crise financeira mundial, que o grau de contaminação do Brasil pode interromper o recente ciclo de crescimento econômico e social. Com as ressalvas de que ainda não é possível traçar um quadro preciso dos efeitos da crise e de que, por isso, a simulações são feitas "por meio de valores arbitrários", o Ipea projeta três possibilidades para a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009: crescimento de 4%, ou de 2,5%, ou de 1%.     Veja Também:   De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Segundo o estudo, não existem "parâmetros precisos" para se medir o grau de contaminação da economia brasileira pela crise internacional e, por isso, as simulações de desempenho são "um exercício técnico preliminar".   No pior cenário traçado pelo estudo para este ano - crescimento do PIB de apenas 1% -, seriam criados 320 mil novos empregos, mas, ao mesmo tempo, o universo de desempregados aumentaria em 1,126 milhão de trabalhadores, ficando em 8,754 milhões, ou 8,6% da população economicamente ativa (PEA).   No cenário mais otimista - crescimento de 4% -, o instituto prevê que seriam criados cerca de 1,3 milhão de novos empregos, e o universo de desempregados seria ampliado em 154 mil trabalhadores, totalizando 7,782 milhões, ou 7,7%.   No cenário intermediário (2,5%), seriam criados 800 mil novas vagas, mas o número de desempregados aumentaria em 806 mil, somando 8,272 milhões, ou 8,1%.   Segundo o Ipea, esses números mostram que, em 2009, o contingente de trabalhadores empregados aumentaria, mas não o suficiente para atender ao crescimento do total de trabalhadores entrando no mercado, que poderá ser de cerca de 1,45 milhão de pessoas.   O estudo prevê ainda que a participação da renda do trabalho na renda nacional passará a ser de 49,2% no caso de um crescimento de 4% do PIB; de 48,8% no caso de 2,5%; e de 47,6% se o aumento do PIB for de apenas 1%.   Os técnicos do Ipea ressalta que a crise internacional afeta "de maneira mais intensa" o mercado de câmbio, com a cotação do dólar saltando de cerca R$ 1,60 para R$ 2,30 e que esse movimento, além de prejudicar os exportadores, terá efeitos sobre os preços domésticos e na inflação.   O estudo enfatiza, porém, que o impacto do câmbio no comportamento futuro da taxa de inflação "é uma grande incógnita" e que o repasse da desvalorização cambial para os preços "é muito duvidoso". Observam os técnicos, porém, que a mesma queda no preço das commodities, de cerca de 40% entre agosto e outubro de 2008, "representa um choque positivo de oferta, arrefecendo, provavelmente, as pressões inflacionárias."

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