Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Economia pode dar sinais positivos no segundo semestre, diz Arminio Fraga

Ex-BC usou como exemplo de reação rápida da economia o ano de 1999, quando se projetava contração de 4% do PIB, mas o País acabou tendo crescimento

Altamiro Silva Junior, correspondente, e Cláudia Trevisan, enviada especial, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2016 | 14h39

NOVA YORK - O ex-presidente do Banco Central e sócio fundador da Gávea Investimentos, Arminio Fraga, acredita que se o governo de Michel Temer começar bem, é possível que a economia brasileira comece a dar sinais positivos no segundo semestre para voltar a crescer em 2017.

"Acho que se o governo largar bem já é possível no segundo semestre que a economia comece a dar sinais de vida", afirmou Fraga em conversa com jornalistas nesta segunda-feira, 16, após fazer palestra na Câmara de Comércio Brasil e Estados Unidos.

Fraga usou como exemplo de possível reação rápida da economia o ano de 1999, quando se projetava contração de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), mas o País acabou tendo crescimento. "Já no segundo semestre (de 1999) o PIB começou a crescer a mais ou menos 4% ao ano e ficou assim até a crise de 2001. Então, em tese é possível (a reação da economia no segundo semestre)."

Fraga avaliou que o Brasil pode voltar a crescer 1% no ano que vem e que, embora pareça pouco, é um avanço importante, considerando que o PIB deve ter contração forte este ano. Para ele, o Brasil "arrumado" deveria crescer ao redor de 4% ao ano. Questionado se ele vê juros de um dígito no País no final de 2017, Fraga avaliou que é pouco provável. "Isso passa por trabalho profundo de ajuste fiscal."

Sobre a Operação Lava Jato, ele disse que é essencial que as investigações continuem. "É fundamental que seja preservada e que vá até o fim. Isso vai ser extremamente saudável para o Brasil e vai permitir uma evolução para a política e a sociedade." Quando perguntado sobre possibilidade de volta ao governo, Fraga respondeu que esse não é seu objetivo.

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