Fábio Motta/Estadão
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Economia teve forte crescimento no 1º trimestre, diz Meirelles

Dados apresentados pelo ministro da Fazenda mostram avanço anualizado de 4% para o PIB no período

Eduardo Rodrigues, Idiana Tomazelli e Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2017 | 18h49

BRASÍLIA - O crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre de 2017 foi da ordem de 4% em termos anualizados, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. "O Brasil cresceu em um tempo muito rápido e voltamos ao que o País cresceu em seu melhor momento", afirmou, em palestra na 20ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

O ministro apresentou gráficos com a evolução do PIB brasileiro mês a mês, com um nítido "mergulho" entre o fim de 2014 e meados de 2015. "A partir de novembro do ano passado economia começou a crescer e já cresceu forte em janeiro, fevereiro e março", completou.

Meirelles também comemorou a criação líquida de 59.856 vagas de emprego com carteira assinada em abril, conforme números anunciados ontem pelo Ministério do Trabalho. "O desemprego começou a cair e daqui para frente só baixará mais", projetou.

Para um auditório repleto de prefeitos e prefeitas, Meirelles lembrou que a arrecadação dos municípios sofreu com a crise, assim como os cofres dos Estados e do Governo Federal. Ele repetiu que a recessão dos últimos anos foi a pior do País, mais grave até que a Grande Depressão de 1930-1931.

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"Um país em recessão atinge a todos: Estados, municípios e setor privado. A crise foi herdada por este governo, mas o Brasil já começa a sair disso. A atividade econômica já está crescendo e cresceu no primeiro trimestre do ano", enfatizou.

Meirelles voltou a dizer que a primeira coisa o que o governo Temer fez na economia foi declarar o tamanho verdadeiro do déficit público federal que, segundo ele, antes era declarado por partes. "Nós dissemos claramente que o déficit seria de R$ 170,5 bilhões em 2016. O fato é que no final do ano o déficit foi de R$ 154 bilhões, ou seja, R$ 16 bilhões melhor. Este é um trabalho que já deu resultados”, alegou.

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Para o ministro, a mudança constitucional Teto de Gastos também foi fundamental, porque a dívida pública estava crescendo em função de despesas descontroladas do governo. "Isso gerou desconfiança que levou à queda nos investimentos e à queda do emprego e da atividade econômica. Quando enfrentamos isso e demos confiança a todos de que finanças públicas estão sob controle, tivemos o nível de confiança do consumidor e das empresas voltando", avaliou.

Segundo Meirelles, a marcha dos prefeitos em Brasília mostra que o País está disposto a crescer e melhorar o padrão de vida da população. 

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