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Economia vacila nos EUA e Ibovespa tem maior queda em 1 mês

Novos sinais de fraqueza da economia norte-americana baixaram a confiança do mercado numa saída rápida da crise, levando investidores da Bovespa à realização de lucro nesta quinta-feira, um dia após renovar o pico de 2009.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

01 de outubro de 2009 | 18h06

Embora tenha resistido no começo do dia, o Ibovespa sucumbiu à influência negativa de Wall Street e tombou 1,72 por cento, a 60.459 pontos, na maior queda diária desde o fim de agosto. Os negócios da sessão movimentaram 5,34 bilhões de reais.

O aumento dos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada e a atividade mais fraca do que as expectativas no setor manufatureiro dos EUA em setembro empurraram os principais índices das bolsas de Nova York para baixo. O Dow Jones recuou 2,09 por cento, no pior dia desde 2 de julho.

"Os dados não foram muito bons. Além disso, os investidores estão ariscos antes de novos dados da economia americana, que saem amanhã", disse Álvaro Bandeira, diretor de renda variável da Ágora Corretora.

Na sexta-feira, os EUA divulgam relatório sobre postos de trabalho em setembro. Na véspera, dados do setor privado mostrando demissões maiores que o previsto no mês passado já haviam pressionado Wall Street.

O otimismo das últimas semanas, em meio a sucessivos indicadores positivos dos EUA, refluiu, com impacto imediato sobre o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o brasileiro, cujo principal índice acionário avançou 63,8 por cento no ano até a véspera.

Diante disso, mesmo as novas mostras de vigor da economia doméstica, como a de que as vendas de veículos atingiram recorde histórico em setembro, foram suficientes apenas para amenizar a aversão a risco dos investidores.

Os maiores alvos de vendas foram ações de maior liquidez e as de empresas que auferiram os maiores ganhos recentemente. As construtoras, a despeito de vários relatórios de bancos reiterando a preferência por papéis de companhias ligadas ao mercado doméstico em outubro, foram destaques negativos.

Rossi Residencial tombou 6,7 por cento, a 13,30 reais, pouco antes do anúncio da precificação dos papéis da companhia que estão sendo vendidos em oferta pública. Também no índice, Gafisa e Cyrela caíram 4,4 e 3,5 por cento, respectivamente.

As blue chips também foram pressionadas. O papel preferencial da Vale, outro destaque na preferência das corretoras e bancos para o mês, encolheu 2,5 por cento, cotada a 35,67 reais.

A ação preferencial da Petrobras recuou 2,2 por cento, para fechar o dia a 34,05 reais.

Dentre as poucas altas do dia, Net Serviços subiu 3,1 por cento, para 21,25 reais. O papel da empresa de TV por assinatura foi sugerido pelo BTG Pactual como uma das preferidas para outubro.

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