Economia vai se recuperar em breve, diz comunicado do G-7

Os ministros de Finanças dos países do G-7 acreditam que o crescimento econômico em seus países vai acelerar em breve e prometem continuar com as "reformas estruturais", diz o rascunho do comunicado conjunto a ser divulgado esta noite. "A recuperação econômica em nossos países está num ritmo mais moderado que no início deste ano, mas deverá se fortalecer nos próximos meses", declararam os ministros no rascunho, que foi lido para a Dow Jones por um representante do G-7. "Nós continuamos comprometidos com as reformas estruturais", continua o texto. Os ministros de Finanças do G-7 iniciaram às 16h (de Brasília) a reunião para avaliar o estado da economia global e vão divulgar seu comunicado oficial às 22h30 (de Brasília). Antes do início da reunião, alguns dos ministros estavam cautelosos com relação a perspectiva econômica. O crescimento econômico global está "claramente mais lento do que se esperava", disse o ministro de Finanças britânico, Gordon Brown. No rascunho do comunicado, os ministros ofereceram palavras de incentivo à Argentina e ao Brasil, que estão enfrentando crises financeiras. Eles elogiaram o "contínuo compromisso do Brasil com políticas saudáveis". Sobre a Argentina, disseram: "Estamos prontos para apoiar a Argentina, através do FMI, no contexto de um programa sustentável". O Brasil recebeu um pacote de ajuda econômica de US$ 30 bilhões do FMI, o maior já concedido pela instituição. Contudo, a Argentina não tem acesso aos fundos do FMI desde dezembro, pouco antes de declarar a moratória de sua dívida de US$ 141 bilhões. Os EUA e o FMI dizem que a Argentina deve desenvolver um programa de recuperação econômica "sustentável" antes de poder receber novos fundos. Os ministros de Finanças do G-7 também concordaram em cooperar para fortalecer a governança corporativa em seus países, de acordo com o rascunho. Os mercados financeiros ao redor do mundo sofreram com uma série de escândalos de fraude corporativa ocorrida nos EUA, o que reduziu a confiança do investidor este ano. O rascunho do comunicado também exorta a ONU a estimular os países em desenvolvimento a melhorarem os controles sobre transferência de dinheiro ao redor do mundo, para cortar a movimentação financeira dos grupos terroristas.

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