Economia vislumbra melhor cenário dos últimos 20 anos

"O empresariado nacional, que durante os últimos 20 anos olhava para os lados e sempre via a sombra de alguma ruptura, seja de congelamento ou a possibilidade de problemas com a dívida pública, não vê mais isso hoje. Obviamente, o nível de confiança muda fortemente quando isso acontece. Por conta disso, a intenção de investir é muito maior." A afirmação foi feita ontem pelo economista-chefe do Santander-Banespa, André Loes, ao programa Conta Corrente, da "Globo News".Para o economista, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada hoje pelo Banco Central, permanecerá austera. "Acho que ela (ata) vem dura, ainda. O BC não ganha nada em suavizar o discurso neste momento". No entanto, Loes acredita que os números da inflação, de março em diante, vão dar espaço para o banco finalizar o processo de elevação da taxa dos juros."O efeito da política monetária sobre as decisões de investimentos, de consumo e de expansão do crédito é menos relevante neste momento do que foi há um ano. Por conta disso, eu acho que eles (Banco Central) estão preferindo pecar um pouco pelo excesso", afirmou Lóes referindo-se à política de metas do BC. De acordo com o economista, o governo não teria mais necessidade de elevar a taxa Selic em fevereiro e março. O economista disse ainda que a taxa de juros real brasileira estimula maiores apostas em uma maior apreciação do real. "Enquanto os juros não sinalizarem queda, acho difícil haver uma reversão desse processo de pressão baixista do dólar."

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