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Economias de EUA e Europa seguirão caminhos opostos no 1º semestre

Segundo a OCDE, cortes orçamentários reduzirão o crescimento europeu, enquanto a economia norte-americana terá uma expansão ‘robusta’ 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

29 de março de 2012 | 08h41

PARIS - A Europa e América do Norte irão se dissociar no primeiro semestre deste ano, com os cortes orçamentários reduzindo o crescimento europeu, enquanto a economia norte-americana experimentará uma expansão "robusta", afirmou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em uma avaliação das perspectivas para as economias mais importantes do mundo.

Segundo a organização, os prospectos de curto prazo melhoraram em relação à situação que prevalecia no fim do ano passado, mas a recuperação global continua frágil. "O vento mudou um pouco para os EUA, mas muito pouco para a zona do euro", disse o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo, em entrevista. "O bloco só conseguiu ficar um pouco mais longe da beira do precipício."

Em novembro, a organização reduziu sua previsão para as maiores economias do mundo e alertou que a crise da dívida da zona do euro poderia aumentar muito a crise econômica. Desde então, os líderes do bloco aprovaram um segundo pacote de socorro para a Grécia, o que reduziu a incerteza na economia mundial

A OCDE aumentou sua previsão para o crescimento da economia dos EUA para uma taxa anualizada de 2,9% neste trimestre e de 2,8% no próximo trimestre. A economia do Japão deverá ter expansão de 3,4% no primeiro trimestre e de 1,4% no segundo trimestre, acima da previsão anterior.

A organização espera que a economia da Itália, que já está em recessão, continuará a contrair nos primeiros dois trimestres deste ano. Segundo a OCDE, a economia da França cairá no primeiro trimestre, mas se expandirá no segundo trimestre, enquanto a economia da Alemanha terá crescimento em ambos os períodos, embora deva registrar alta de apenas 0,1% no primeiro trimestre.

A OCDE prevê que a economia do Reino Unido recuará no primeiro trimestre, entrando em uma recessão técnica, antes de se expandir no segundo trimestre.

Padoan mandou uma mensagem tranquilizadora sobre a Espanha, descartando a especulação crescente de que o país vai precisar de ajuda de emergência de credores internacionais este ano para fortalecer seus bancos e finanças públicas. "Nós vemos uma pressão crescente para que a Espanha promova ajuste fiscal", afirmou Padoan. "A situação continua incerta, mas nós não vemos qualquer outro grande perigo."

Além disso, a reparação das finanças públicas não será suficiente para puxar a Europa para fora de seus problemas, declarou o economista. "Os líderes europeus devem levar a sério o crescimento", afirmou Padoan que pediu medidas para aumentar a competitividade do bloco - incluindo a promoção da competitividade no setor de serviços da União Europeia e a redução do número de profissões regulamentadas.

A alavanca fiscal continua a ser o único instrumento que os países da OCDE podem usar para impulsionar o crescimento, visto que a política monetária continua a ser muito favorável, e as taxas de juros na maioria dos maiores países da OCDE estão em "níveis muito baixos", de acordo com a avaliação da organização.

Nas economias em desenvolvimento, no entanto, a OCDE vê um espaço para relaxamento da política monetária, na luz dos recentes sinais de abrandamento da atividade econômica e inflação em declínio.

E, enquanto o crescimento está enfraquecendo nas economias emergentes, que foram vistas como o motor da economia mundial até há alguns meses - danos adicionais poderiam vir da recente alta dos preços do petróleo, alertou a organização.

O preço do petróleo, que subiu cerca de US$ 10 por barril em menos de dois meses, reflete os problemas de abastecimento em um momento de baixos estoques na OCDE e capacidade ociosa limitada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)

Os aumentos recentes do petróleo deverão adicionar cerca de 0,25 ponto porcentual à inflação nas economias da OCDE e retirar entre 0,1 ponto porcentual e 0,2 ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) médio da OCDE no próximo ano, afirmou a organização. As informações são da Dow Jones. 

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