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Economias fortes da AL podem ter de cortar gastos

Os países da América Latina, cujas economias devem se recuperar rapidamente dos efeitos provocados pela crise mundial, precisam estar preparados para reduzir os gastos públicos se houver risco de uma apreciação acelerada em suas respectivas moedas, afirmou Nicolás Eyzaguirre, diretor do departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI).

AE, Agencia Estado

04 de outubro de 2009 | 16h04

"Se vocês não quiserem ter de enfrentar uma supervalorização de suas moedas, é hora de pensar em serem um pouco menos proativos em relação à política fiscal", disse Eyzaguirre. "Isto é o que os países normalmente precisam fazer quando confrontados com o dilema de receber muito capital e evitar que haja uma valorização do câmbio", acrescentou, durante uma entrevista coletiva transmitida via Internet.

As moedas "lamentavelmente" podem sofrer uma apreciação muito rápida "quando você é considerado pelo resto do mundo como uma economia sólida", avaliou Eyzaguirre. Os comentários da autoridade inicialmente estavam relacionados ao Uruguai, mas ele acrescentou que as recomendações valem para outros países latino-americanos que apresentam uma economia mais robusta.

Eyzaguirre disse ainda ser muito cedo para confirmar se há uma recuperação econômica mundial porque, até o momento, ela foi baseada em medidas de incentivo aplicadas pelos governos e também em um processo de reabastecimento de estoques. No entanto, se a recuperação passar a ser "motivada mais pela demanda do setor privado", os países precisarão considerar uma revisão nas políticas fiscais. As informações são da Dow Jones.

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