Economist destaca crescimento maior da economia no Brasil

"Maior do que se pensava." Assim a edição da revista The Economist desta semana comenta a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos últimos anos, anunciada na quarta-feira, 21, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a publicação britânica, os novos números mostram que, apesar do crescimento econômico brasileiro ainda ser inferior ao mundial, "é um pouco mais respeitável".A The Economist afirma que há outras razões para se pensar que o Brasil está melhor do que se pensava. Em estudo recente, dois economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Irineu de Carvalho e Marcos Chamon, argumentam que os dados oficiais subestimaram acentuadamente o crescimento da renda familiar. Segundo eles, a abertura da economia brasileira no início da década de 90 baixou os preços e melhorou a qualidade e disponibilidade de bens, mudanças que em boa parte não foram contabilizadas.Com base em dados recentes sobre o que as pessoas realmente consumiram, os dois economistas calculam que a renda per capita cresceu 4,5% por ano entre 1987 e 2002, ante a estimativa oficial de 1,5%, com os pobres sendo os principais beneficiados. "Isso faz o Brasil parecer melhor; isso faz a reforma econômica parecer melhor, também", concluiu a revista.

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