Economist destaca situação melhor do Brasil sobre emergentes

Isso foi propiciado pela queda dos juros, a melhora na governança corporativa e situação das finanças públicas

João Caminoto, da Agência Estado,

26 de outubro de 2007 | 16h22

Os mercados brasileiros são neste momento tão atraentes e promissores que estão atraindo os investimentos do megainvestidor Warren Buffett. A informação é da revista The Economist, que numa reportagem publicada nesta semana, afirma que a situação do país é melhor do que a de muitos outros emergentes. Veja também:Íntegra da reportagem da revistaPapéis da Bovespa estréiam com alta de mais de 30% Segundo a publicação britânica, a "febre de IPOs (ofertas públicas iniciais) é tão grande que hoje é difícil se andar em alguma parte elegante de São Paulo sem esbarrar em alguém que não tenha algum parente envolvida na abertura do capital de uma empresa".  Esse ambiente, observou a revista, foi propiciado nos últimos anos pela queda das taxas de juros, a melhora na governança corporativa e o fortalecimento da situação das finanças públicas brasileiras. "Mesmo Warren Buffet, um astuto investidor americano, tem comprado a moeda brasileira", afirmou. A Economist afirmou que a expansão do mercado acionário brasileiro ainda está vivendo sua infância. Com a queda das taxas de juros, os fundos de pensão brasileiros vão aumentar suas exposições às ações, atualmente de apenas 16%, excluindo a do Banco do Brasil. Segundo cálculos do banco Itaú, isso deve adicionar um fluxo anual de recursos no Bovespa entre R$ 18,5 bilhões e US$ 24,5 até 2010. Além disso, as mesmas forças que estão fortalecendo o mercado acionário também estão trazendo novos produtos de financiamento ao País. Segundo a revista, os sinais são que essa tendência seja sustentável. "Um novo estímulo à confiança deve vir quando a dívida soberana brasileira for elevada para grau de investimento, o que muita gente espera que deva acontecer nos próximos meses", disse. No entanto, a Economist alerta que os riscos não devem ser menosprezados. "O Brasil é mais aberto do que muitos outros mercados emergentes e, portanto, mais vulnerável ao dinheiro quente", disse. "Esse dinheiro provavelmente seria o primeiro a sair em qualquer tremor." Mas, segundo a revista, neste momento a situação parece boa. "Se você não acredita em nós, afirmam financistas de São Paulo, perguntem ao Buffett", destaca a revista.

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