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Economista-chefe do FMI defende flutuação gerenciada

O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, afirmou que o controle de capitais como parte do arcabouço de política econômica não implica em câmbio fixo. Na visão dele, a maioria dos países deveria ter um regime de câmbio com flutuação gerenciada (tanto para cima quanto para baixo), de modo que se tenha um melhor resultado para toda a economia. "Acredito que para a maioria dos países o caminho é a flutuação gerenciada", disse.

FABIO GRANER E DANIELA AMORIM, Agencia Estado

27 de maio de 2011 | 16h59

Blanchard ressaltou que o uso de controles de capitais é algo que está em fase de aprendizado e seus efeitos ainda não são totalmente conhecidos. "É uma ferramenta ainda pouco usada. Por isso, é preciso cabeça aberta para usar esse instrumento. Estamos em momento de aprendizagem", declarou.

Sobre a opção entre o uso de acumulação de reservas ou medidas de controle de capitais, Blanchard disse que o uso de cada um deles depende do caso de cada país, mas afirmou que a compra de dólares implica custo fiscal.

O diretor do departamento de Hemisfério Ocidental do FMI, Nicolás Eyzaguirre, destacou que houve uma ampliação da "caixa de ferramentas" para melhorar a gestão dos fluxos de capitais, superando o modelo de se apostar só em ajustes fiscais. "Às vezes, a ação macroeconômica pode não ser suficiente", alertou.

"Se a liquidez é ampla para o seu país, mesmo que você tenha um sistema financeiro resistente e flexível, uma moeda bem posicionada, num nível correto, você pode ter devedores, como empresas, que querem aproveitar a ampla liquidez para fazer empréstimos no exterior. Então medidas prudenciais podem não bastar", completou.

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