Economista defende alta de emergência dos juros para 25%

O presidente da SR Rating, Paulo Rabello de Castro, defende um aumento emergencial da taxa básica de juros dos atuais 18% para 25% como forma de disciplinar o mercado. "O Banco Central não pode deixar de utilizar todos os instrumentos, inclusive a elevação dos juros, para aumentar o custo de carregamento da especulação", afirmou.Para o economista, "houve uma ultrapassagem de qualquer ponto de equilíbrio" do mercado, já que, na avaliação dele, não há "qualquer razão objetiva" para a disparada do dólar nos patamares que está ocorrendo.Rabello de Castro citou os exemplos de Hong Kong e Cingapura, que elevaram os juros emergencialmente como forma de atacar o movimento especulativo em 1997. "Muitas vezes a defesa da moeda nacional se faz com aumento momentâneo das taxas de juros, de uma a seis semanas. É uma medida emergencial que nada tem a ver com a liturgia do Copom", disse.Questionado sobre como avalia, sendo classificador de risco, a escalada do dólar de hoje, disse que "é um pânico deslocado dos indicadores materiais. Não houve tempo do Brasil piorar da maneira como o mercado aponta".O economista admitiu que os juros "são elevados demais no País" mas defendeu um aumento emergencial como "um puxão de orelha forte para exigir respeito do mercado". Rabello de Castro fez palestra sobre a crise da economia na Câmara Americana de Comércio.

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