André Dusek/Estadão
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Economista defende reformas de 'longo prazo'

Aloisio Araújo cita como reformas importantes a simplificação do sistema tributário e ajustes no marco regulatório do setor de petróleo e gás

VINICIUS NEDER , O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2015 | 02h04

RIO - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem as condições para fazer os ajustes necessários na economia, como o reequilíbrio das contas públicas, mas, num quadro de incerteza no cenário internacional, a nova equipe econômica precisa ir além dos ajustes macroeconômicos de curto prazo e buscar fazer reformas microeconômicas com efeito de longo prazo. A avaliação é do economista e estatístico Aloisio Araújo, que foi professor de Levy durante o mestrado na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio.

"A política econômica não pode virar um império da macroeconomia de curto prazo", alerta Araújo, professor e pesquisador do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da EPGE, escola da FGV do Rio que reúne os cursos de pós-graduação em economia, um dos celeiros do pensamento econômico de perfil ortodoxo e liberal no País.

Para Araujo, o ajuste fiscal almejado por Levy e sua equipe é "duro, mas tem que ser feito". O professor confia no ex-aluno ministro e em sua equipe para dar conta de reorganizar as contas públicas. "A equipe é muito boa", diz.

Apoio. Se depender do perfil do secretário de Política Econômica, Afonso Arinos de Mello Franco Neto, as reformas microeconômicas poderão ser atacadas. Também aluno de Araujo e colega de Levy, tanto no mestrado na FGV quanto no doutorado na Universidade de Chicago, Arinos trabalhou no Cade, órgão de defesa da concorrência, de 2000 a 2002. Na EPGE/FGV, de onde sai para Brasília, lecionou sobre defesa da concorrência, comércio internacional e microeconomia.

Araujo cita como reformas microeconômicas importantes a simplificação do sistema tributário, ajustes no marco regulatório do setor de petróleo e gás (se não o fim do regime de partilha, ao menos a retirada da Petrobrás como operadora única do pré-sal), avanços nas regras de liquidação bancária e aperfeiçoamentos na Lei de Falências, que completa dez anos no próximo mês. "Se a economia internacional está mal e estamos quase em recessão internamente, uma melhoria no desempenho micro da economia contrabalançaria as coisas", disse.

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