Economista desaconselha novo acordo entre Brasil e FMI

O economista britânico John Williamsom disse hoje que acha desnecessário o Brasil fazer um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). "O fato de o mercado ter aceito a redução dos juros de 2,5 pontos sem que o dólar tenha subido é uma demonstração disso", disse. Para Williamsom, a queda do risco Brasil é outro fator a contribuir para o argumento de que um novo acordo não será necessário. O risco Brasil é uma taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país Quanto menor essa taxa, maior a confiança dos investidores. "O presidente Lula já provou que é sério e que não vai fazer coisas irresponsáveis. Eu estou convencido disso", disse.Sobre a taxa de juros no Brasil, o economista considera que elas ainda são muito elevadas, e que, no mundo, ninguém entende o motivo desta alta. Sobre a taxa de câmbio, Williamsom disse que o real ainda está "fraco" frente ao dólar norte-americano, indicando que acredita num espaço adicional de apreciação da taxa de câmbio. Ele também comentou que o Brasil não deve se preocupar com a estabilidade do câmbio e sim com o nível da taxa. "O câmbio não pode ficar nem muito sobrevalorizado e nem muito subvalorizado", disse ao lembrar que a alta da taxa de câmbio no ano passado acabou por alimentar o processo inflacionário brasileiro.Dependência econômica na ALWilliamson e Pedro-Pablo Kuczynski, ambos coordenadores do "novo" Consenso de Washington, acreditam que o desempenho econômico da América Latina na década de 90 foi decepcionantepor causa do alto grau de vulnerabilidade das economias da região e pelo fraco desempenho das reformas implementadas durante os últimos 10 anos. "A lição é que o manejo macroeconômico precisa ser mais estável", afirmou o ex-ministro de Economia do Peru, Kuczynski. "Uma nova agenda precisa ter políticas que diminuam a vulnerabilidade, ou seja, crescimento sustentado é essencialmente a mesma coisa", completou Williamson.

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