Economista Dionísio Carneiro morre no Rio

DIONÍSIO DIAS CARNEIRO 1946 - 2010

Nicola Pamplona e Fernando Dantas, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2010 | 00h00

Memória

Faleceu ontem no Rio o economista Dionísio Dias Carneiro, colaborador do Estado, que participou da fundação do departamento de economia da PUC-Rio e do Instituto de Estudos de Política Econômica da Casa das Garças (IEPE/CdG). Carneiro tinha 64 anos e estava com saúde debilitada por conta de um tumor no cérebro. Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea.

Carneiro se formou em economia na UFRJ e fez cursos de pós-graduação na FGV, onde foi aluno de Mário Henrique Simonsen, e na Universidade Vanderbilt. Foi vice-presidente da Finep e participou de conselhos de administração de diversas empresas, além de fóruns internacionais. É autor de diversos livros e trabalhos acadêmicos sobre economia.

"Ele estava em pleno vigor. Na última vez em que estivemos juntos, antes de ele cair em coma, ele me disse "eu quero é viver"", recordou o economista Edmar Bacha, gestor do IEPE/CdG. Segundo Bacha, um dos planos de Carneiro era dar continuidade a um trabalho recente sobre regulação financeira nos Estados Unidos e suas implicações para o Brasil, agora que a reforma nos mercado americano foi implementada pelo governo local.

Carneiro tinha forte relação com a escola de economia da PUC-Rio, que ajudou a fundar. Foi professor da instituição por mais de 30 anos, antes de se aposentar, em 2008. "Ele foi mentor e professor de várias gerações de economistas no Rio de Janeiro desde meados da década de 70.

"No campo mais pessoal, devo a ele a profissão que tanto me motiva e encanta", comentou o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, sócio-fundador da Gávea Investimentos.

Nos últimos anos, Carneiro dedicava-se ao IEPE/CdG e à Galanto Consultoria, especializada em análises macroeconômicas e governança corporativa. Escrevia colunas regularmente para o Estado. Carneiro deixa três filhos e uma neta. "Os seus alunos, amigos, sócios e colaboradores carregarão para sempre a lembrança de competência, amizade, e retidão de seu professor e amigo", lamentou a equipe da Galanto, em nota./

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.