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Economista diz que Brasil deve divergir do FMI

Chegou a hora de o Brasil adotar uma postura menos alinhada com o Fundo Monetário Internacional (FMI), divergindo da receita do fundo para colocar o mercado financeiro brasileiro de volta aos trilhos. A opinião é de Scott Grannis, economista-chefe da empresa de gestão de recursos Western Asset Management, que aplica parte da sua carteira de US$ 3 bilhões de fundos de mercados emergentes em títulos da dívida brasileira. "O Brasil precisa adotar medidas para estimular o crescimento, um dos fatores importantes para a dinâmica da dívida, como a redução da taxa de juros e também cortes de impostos", afirmou Grannis à Agência Estado. Ele acredita que o Banco Central brasileiro deveria parar de tentar administrar o câmbio via taxa de juros, tendo como pano de fundo a manutenção da meta de inflação. "É preciso fazer alguma coisa urgentemente, apesar de o risco político ter um peso forte no nervosismo atual", acrescentou o economista. "Não se pode deixar as coisas como estão neste momento porque o desfecho poderá ser muito negativo, haja vista a alta probabilidade de default (calote) que o mercado está atribuindo à dívida brasileira através dos elevados spreads", comentou Grannis. Ele acha que é necessário um choque positivo por parte das autoridades brasileiras para restaurar o grau de confiança dos investidores estrangeiros. Apesar da preocupação com os rumos da economia brasileira, Grannis disse que a Western Asset Management não pretende reduzir suas exposição ao País neste momento. "Estamos acompanhando com atenção o desenrolar da recente turbulência, mas por enquanto pretendemos manter nossa posição no Brasil, pois acreditamos que o País está numa situação fundamentalmente diferente a que levou ao default na Argentina. O Brasil tem melhores chances do que a Argentina para evitar tal desfecho", comentou o economista.

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